Com "carrões" e estrutura luxuosa, Seleção muda de ares em Doha

Depois da tempestade vem a bonança. Após conviver quatro dias no Gabão, tendo que seguir em forte escolta policial para fugir do trânsito caótico, assistindo a um cenário de casas destruídas por conta de alargamento de estradas, sem contar gramados ruins e um apagão durante o duelo da última quinta-feira, o time comandado por Mano Menezes vive um cenário completamente diferente em Doha, onde encara o Egito nesta segunda-feira.

Basta chegar na capital do Catar para se sentir a total diferença. O moderno aeroporto nem se compara ao pequeno e acanhado local no país africano. Saindo para um rápido passeio na cidade, se encontra estruturas luxuosas, com palácios gigantescos e hotéis com arquiteturas completamente diferentes umas das outras.

No hotel onde a equipe verde e amarela está hospedada, uma marina com diversos barcos circunda o local. Quadra de tênis e uma bela piscina também fazem parte do ambiente em que a Seleção convive, apesar de não poder usufruir das regalias para manter a privacidade do time. Uma suíte mais simples custa em torno de US$ 700, o dobro do preço no hotel em que ficou em Libreville.

Olhando as estatísticas dos dois países se justifica a total mudança de ares. Experimentando um rápido crescimento econômico, provendo principalmente da exploração das reservas de gás natural e do petróleo, o Catar conta com a segunda maior renda per capita do mundo, perdendo apenas para Liechtenstein. As reservas descobertas de gás natural do Catar são de cerca de 26 trilhões de metros cúbicos, cerca de 14% das reservas totais do mundo e a terceira maior do planeta.

O PIB do Catar é de US$ 98 bilhões contra apenas US$ 11 bilhões do Gabão. Com um território infinitamente inferior (11.437 km² contra 267.668 km²), o país do Oriente Médio tem uma população de quase 200 mil pessoas a mais do que o país africano. A estimativa de vida no Catar é quase 20 anos maior do que no Gabão.

Além dos números, a equipe verde e amarela promete encontrar um cenário completamente diferente no local em que disputará a partida desta segunda-feira. O Estádio Al Rayyan, que será uma das sedes da Copa do Mundo de 2022, apresenta um gramado muito melhor do que o criticado campo do Estádio L'Amitié, em Libreville. Tanto que Mano Menezes conseguirá realizar um treino no campo neste domingo, o que reclamou de não ter conseguido antes da partida contra os gaboneses.