Sem estrelas, Mano testa "Seleção B" contra desconhecido Gabão

Acostumados a ver Ronaldinho, Neymar e companhia vestindo atualmente a camisa da Seleção, o torcedor brasileiro que for acompanhar o jogo amistoso diante do Gabão nesta quinta-feira, a partir das 16h (de Brasília), pode ter uma surpresa com a escalação da equipe do técnico Mano Menezes.

Com um time com apenas um titular de ofício (David Luiz), a equipe ainda se viu mais desamparada, após o corte do meia Kaká e do lateral esquerdo titular Marcelo. Sem suas principais referências nos últimos jogos, a partida servirá para alguns torcedores verem como estão e o que podem fazer na Seleção alguns jogadores que fizeram sucesso até recente no Brasil, como é o caso dos meias Hernanes e Bruno César, além do atacante Jonas.

Mano Menezes minimiza contar com apenas com uma Seleção que pode ser apelidada de "equipe B" para o confronto contra os gaboneses e disse que se os atletas foram convocados é porque tem capacidade de vestir a camisa verde e amarela.

"É um jogo para gente continuar a observação de alguns jogadores que nós já vimos em outras oportunidades, além de outros que estamos vendo pela primeira vez. Estamos fazendo isso porque temos confiança na qualidade deles. Se está aqui cada um traz consigo implícito essa responsabilidade de servir a Seleção Brasileira. Não é porque achamos menos importante o nosso adversário. É que o nosso processo neste momento prioritariamente é esse, nós precisamos continuar mais um tempo fazendo assim", afirmou Mano.

De acordo com o treinador, já é esperada uma falta de entrosamento entre os atletas que entram em campo nesta quinta. "Nós vamos sofrer pela falta de conjunto. Estamos com uma formação totalmente nova, principalmente do meio para frente. Certamente o jogo vai mostrar alguma dificuldade com relação a isso. Até por isso (tenho que) dar um pouco mais de liberdade para aparecer a parte técnica, o individual, o talento, a movimentação, o drilble para que minimize essa questão da falta do coletivo".

O adversário, pelo menos, ajuda. Pouco conhecido no cenário do futebol mundial, a equipe do Gabão ocupa apenas o 68º lugar no ranking da Fifa. Apesar disso, o treinador brasileiro crê que o que fará diferença a favor do Brasil não é o bom posicionamento entre os selecionados nacionais, e sim, o desempenho dentro das quatro linhas.

"O desempenho da Seleção vai depender muito mais daquilo do que ela fizer do que o que adversário vai fazer. Se não jogarmos bem, não vamos fazer um bom jogo. Não fizemos um bom jogo contra a Costa Rica, por isso enfrentamos a dificuldade que enfrentamos. Costa Rica poderia ter feito um bom jogo, como fez, e nós termos desempenhado um bom papel. Não foi o que aconteceu. Por isso mudamos algumas situações de pensamento".

O goleiro Diego Alves, um dos estreantes na equipe verde e amarela ao lado de Bruno César, também mostra respeito com os gaboneses. "Não podemos menosprezar ninguém, independente se a bola chegar ou não, não é só defesas que influem em uma boa participação do goleiro. Você tem que estar bem posicionado e orientando bem a defesa também para ajudar a equipe", disse.

"Os times africanos costumam ser muito forte fisicamente, como todas seleções do continente africano vai ser um contato físico grande. Tem que estar preparado que o esforço físico vai ser enorme nesta partida", concluiu.