Romário quer "investigar" Ricardo Teixeira e suposta propina a cartola

Um dia após confrontar o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, em um debate entre parlamentares envolvendo a Copa do Mundo de 2014, o deputado Romário (PSB-RJ) anunciou nesta quarta-feira uma espécie de parceria com o Senado para que deputados e senadores formem um grupo de investigação para apurar e conseguir informações sobre o suposto recebimento de propina por parte do cartola brasileiro.

O ex-camisa 11 da Seleção se encontrou nesta tarde com o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) para recolher informações desabonadoras contra Teixeira já elencadas pelo inimigo número um da Fifa, o jornalista Andrew Jennings, autor do livro Jogo Sujo: o mundo secreto da Fifa. Jennings acredita que Teixeira tenha embolsado US$ 9,5 milhões (cerca de R$ 16 milhões) em propina por meio da empresa Sanud criada no paraíso fiscal de Liechtenstein e acusada de receber irregularmente dinheiro da ISL (International Sport and Leisure), antiga empresa de marketing da Fifa que decretou falência em 2001.

"Queremos dar continuação a essas investigações que já começaram a partir do dia em que o Andrew Jennings esteve no Senado e até mesmo com algumas coisas que a gente pode colher dessa visita do secretário da Fifa e do presidente da CBF aqui ontem (terça)", disse o deputado, que tentará ter acesso a documentos judiciais que confirmariam o recebimento de propina por altos dirigentes do futebol e que revelariam um acordo em que Ricardo Teixeira e o ex-presidente da Fifa, João Havelange, teriam pago 2,5 milhões de francos suíços a instituições de caridade, em troca do sigilo do processo.

"Tenho certeza que, se a gente tiver acesso a isso, as coisas vão acontecer até mais rápido que a gente espera. Ou seja, aquele que deve vai pagar. No mínimo devolver. Pagar eu não sei", disse o deputado.