Mesmo preocupado com 2014, Pelé defende Teixeira e amistosos "fracos"

Embaixador honorário da Copa de 2014, Pelé adotou um discurso político ao se referir às denúncias de corrupção do presidente da CBF e do Comitê Organizador do Mundial, Ricardo Teixeira. Em evento realizado em São Paulo, nesta terça-feira, o Rei do Futebol não quis criar atrito com o dirigente: "falar é fácil, acusam o Teixeira de muita coisa, mas não adianta falar sem provar", afirmou.

Desde o episódio do sorteio dos grupos das Eliminatórias para a Copa, no mês de julho, quando o ex-jogador foi ignorado por Teixeira e apenas participou da cerimônia a convite da presidente Dilma Rousseff, a relação entre CBF e Pelé parece crítica. No entanto, de acordo com o próprio, casos semelhantes já ocorreram no passado e foram superados.

"O Ricardo Teixeira é uma pessoa polêmica, tive um problema com ele em 1994, durante a Copa, e fizemos as pazes", lembrou Pelé, que procurou alinhar o seu discurso ao da entidade máxima do futebol brasileiro. Apesar de se admitir "preocupado" com os atrasos na organização do Mundial de 2014, ele ressaltou que confia no sucesso do evento.

"Como brasileiro, estou um pouco preocupado, mas sei que vai dar certo. Na Copa da África também tiveram problemas e foi um sucesso. O Brasil precisa devolver a responsabilidade que nos foi dada, estamos em um grande esforço e vamos conseguir", ponderou.

O otimismo também vale para a Seleção Brasileira. Pelé disse confiar no potencial do País e voltou a defender a CBF quando questionado sobre o baixo nível técnico dos próximos amistosos do Brasil, contra Gabão e Egito.

"Na minha época o Brasil fazia amistosos contra seleções estaduais. Dá para fazer testes como esses... Não precisamos nos preocupar em fazer uma boa Seleção, isso nós conseguimos. Temos muitos bons jovens que apenas precisam de tempo de preparação", declarou Pelé.