Federer é o favorito do torneio de Paris-Bercy

O tenista suíço Roger Federer, embalado após a vitória no torneio da sua cidade natal, na Basileia, no domingo, pode ser considerado o principal favorito do Masters 1000 de Paris-Bercy, que começa nesta segunda-feira, já que seus principais rivais não estão no melhor de sua forma.

O espanhol Rafael Nadal, número 2 do mundo, já confirmou que não participará no torneio e o líder do ranking da ATP, Novak Djokovic, mostrou estar muito incomodado com uma lesão no ombro na sua derrota pelo japonês Kei Nishikori na semifinal na Basileia.

Na Suíça, o escocês Andy Murray, número 3 do mundo, também não está a 100%, já que desistiu de entrar em quadra para enfrentar o holandês Robin Haase na última quarta-feira em razão de um problema muscular.

Já o atual campeão do torneio parisiense, o sueco Robin Soderling, ainda não está totalmente recuperado de uma mononucleose que o afastou das competições durante praticamente todo o segundo semestre de 2011.

Aos 30 anos, Federer, que caiu para a quarta posição do ranking em outubro, terá uma oportunidade de ouro de triunfar no único Masters 1000 que ainda não conquistou.

Muito popular na França, onde entrou ainda mais na história do esporte quando finalmente faturou o Grand Slam de Roland-Garros em 2009 após diversas tentativas frustradas, o suíço terá como principais rivais dos tenistas que jogarão em casa, Gaël Monfils, finalista das duas últimas edições e Jo-Wilfried Tsonga, campeão em 2008.

No ano passado, Federer teve o melhor desempenho da sua carreira em Bercy, quando foi justamente eliminado por Monfils na semifinal após desperdiçar cinco ''match points''.

O suíço soma dez vitórias e sete derrotas no torneio. Para explicar sua falta de êxito na competição, ele aponta diversos motivos.

"No início tive problemas para me adaptar à sala, também enfrentei perdi para adversários que nunca tinha enfrentado em partidas importantes, além de ter sofrido diversas lesões", explicou.

Nos melhores anos de sua carreira, em 2005 e 2006, Federer acabou não participando da prova, que acontece todo ano logo depois do torneio que ele nunca deixou de disputar, o da Basileia, sua cidade natal.

Porém, desta vez, ele chega da Suíça com moral após ter conquistado o título em casa pela quinta vez após mostrar um bom nível de jogo. Além disso, está mais descansado, já que não disputou nenhuma outra competição desde o US Open, em setembro.

"Havia muito tempo que não me sentia tão bem. Esta pausa de seis semanas foi ótima. Estou em forma e agora quero ganhar mais títulos. Espero corresponder com as expectativas neste ano em Paris", afirmou.

Em Basileia, Federer não enfrentou nenhum tenista entre os dez melhores do mundo. Em Paris, foi mais uma vez beneficiado pelo sorteio, já nas primeiras rodadas terá como principal ameaças o americano Mardy Fish e o francês Richard Gasquet, antes de uma eventual semifinal contra Murray se o britânico chegar neste nível da competição.

"No ano passado, não estive tão longe de poder disputar a final. Ainda acredito que o melhor está por vir", completou o suíço, que se levantar o troféu se tornaria no segundo tenista da história a triunfar nos dois torneios de parisienses (Bercy e Roland-Garros) após o americano Andre Agassi.