Scola reconhece papel da torcida e exalta clássico com Brasil

Do início do Pré-Olímpico de Basquete Masculino até a partida contra o Brasil, Luis Scola continuava a afirmar que era só mais um torneio, apenas mais um jogo. Depois de uma semifinal duríssima contra Porto Rico e outra partida disputada ponto a ponto com o Brasil na final, Scola assumiu que estava equivocado.

"Na época em que disse isso era sincero, eu realmente pensava que não seria especial, mas foi especial. Eu senti pressão na semifinal, na final, e acredito que muito do nosso triunfo se deve ao fato de termos jogado em casa, com a ajuda da torcida", assumiu o ala-pivô, MVP do campeonato.

Algoz do Brasil no Mundial da Turquia de 2010, onde marcou 37 pontos, Luis Scola e seus 32 pontos foram cruciais para a vitória apertada de 80-75 no último domingo. O capitão da seleção argentina, um dos grandes nomes da chamada geração dourada, elogiou o trabalho da equipe brasileira e disse que um jogo contra o Brasil é sempre importante.

"É um clássico. Somos vizinhos, já jogamos muitas vezes um contra os outros. Além disso, há sempre um condimento extra: está Tiago Splitter, que é um grande amigo meu, está Marcelinho Huertas, que joga há muitos anos na Espanha contra Pablo Quinteros, tem Rubén", explicou Scola na coletiva.

Para o atleta de 31 anos, sempre há um clima todo especial contra o Brasil porque é um clássico, mas algumas partidas são boas e outras são ruins.

"A verdade é que nos últimos anos todas as partidas que jogamos contra Brasil foram importantes, finais de sul-americanos, de pré-olímpicos, de pré-mundiais. Semifinais de Las Vegas, Quartas de finais de Indianápolis, Oitavas de finais na Turquia e esta final. São sempre partidas importantes, isso também motiva. Sempre se joga algo e se joga muito", completou.

Do outro lado, os jogadores brasileiros souberam reconhecer sua parcela de culpa na derrota. Guilherme Giovannoni disse que faltou serenidade, tranquilidade para o Brasil segurar a vantagem de pontos que conquistou no início do último quarto. Além disso, destacou a importância de Luis Scola, que cresceu na partida contra o Brasil e mais uma vez foi decisivo.