Judô: com duas medalhas, Brasil tropeça em japoneses e repete Tóquio

O Brasil teve um primeiro dia positivo no Mundial de Judô de Paris. Nesta terça-feira (23), o País conquistou duas medalhas: uma prata com Leandro Cunha (-66 kg) e um bronze com Sarah Menezes (-48 kg), sendo que somente Felipe Kitadai (-60 kg) não subiu ao pódio entre os brasileiros que entraram no tatame nesta terça-feira. Apesar dos prêmios, o Brasil não conseguiu superar seu desempenho do último Mundial nas categorias disputadas no primeiro dia do evento.

Na edição de 2010, disputada em Tóquio, Cunha e Sarah conquistaram as mesmas medalhas, e em Paris novamente caíram para lutadores do Japão. No último ano, o meio-leve foi derrotado por Junpei Morishita na final, e em 2011 teve como algoz Masashi Ebinuma.

"A gente acreditou que daria para vir essa medalha de ouro, mas tudo tem sua hora. Trabalhamos para que ela venha nos Jogos de Londres", explicou o coordenador técnico da Seleção Brasileira, Ney Wilson Silva, que considera que seus atletas lidaram bem com a pressão de um Mundial.

"O atleta tem que estar preparado para a pressão na parte final. Vide a 'Sarinha' que fez uma final com a francesa (Frederique Jossinet) disputando a medalha de bronze em uma luta duríssima, e mesmo com a torcida toda contra saiu vitoriosa. O atleta tem que estar preparado para esse tipo de pressão, porque quem não está preparado, não ganha medalha", comentou.

A sina contra japoneses é ainda pior para Sarah Menezes. Superada por Haruna Asami na semifinal, a brasileira colecionou sua quarta derrota para a nipônica. No Mundial de Tóquio, a ligeira enfrentou o mesmo problema contra Tomoko Fumuki, atleta que chegou à semifinal nesta terça-feira.

"As duas são muito fortes. Ainda bem que em Londres que só entra uma japonesa. Menos uma", brincou Sarah, lembrando que cada país só pode levar um competidor por peso para os Jogos Olímpicos.