Fifa suspende dirigente envolvido em escândalo de compra de votos

A Fifa decidiu banir por um ano o dirigente caribenho Lisle Austin por ter recorrido à justiça comum contra a sua destituição da presidência da Concacaf, em junho deste ano. Austin foi afastado depois de tentar demitir o secretário-geral da confederação, Chuck Blazer, que denunciou o envolvimento de dirigentes da Fifa em um esquema de compra de votos na eleição para a presidência da entidade.

Lisle Austin, que já comandou a Associação de Futebol das Bahamas, seu país natal, assumiu a presidência da Concacaf em 31 de maio, quando seu aliado Jack Warner foi suspenso da função durante o curso das investigações sobre o escândalo de compra de votos.

O envolvimento de Warner no esquema foi denunciado por Blazer, e Austin tentou demiti-lo assim que assumiu o comando da entidade. O Comitê Executivo da confederação considerou a manobra de ilegal e o suspendeu cinco dias depois, em 4 de junho.

A decisão da Fifa exclui Austin de qualquer atividade relacionada ao futebol, em nível nacional e internacional, por um ano. Se o dirigente não desistir do processo que move na justiça das Bahamas, a pena pode ser estendida. Ele pode recorrer da decisão.