Bin Hammam é expulso para sempre do mundo do futebol

O catariano Mohamed Bin Hammam, ex-presidente da Confederação asiática, foi expulso neste sábado do mundo do futebol para sempre, conforme decisão tomada pela Federação Internacional (Fifa).

O diretor tentou comprar votos na última eleição à presidência do organismo regulador do futebol mundial.

"O ex-diretor Bin Hammam está, a partir de agora e para toda a vida, oficialmente proibido de tomar parte em qualquer tipo de atividade futebolística em nível nacional ou internacional", disse o vice-presidente da Comissão de Ética da Fifa, Petrus Damaseb, da sede do órgão.

O caso explodiu no final de maio, justo antes da eleição para a presidência da Fifa, na qual Bin Hammam concorria com o suíço Joseph Blatter, finalmente reeleito como candidato único no dia 1º de junho passado, após a desistência do catariano.

Bin Hammam foi acusado de tentar comprar votos em uma reunião da Confederação da América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF), que ocorreu no início de maio, em Trinidad e Tobago.

O catariano deverá recorrer ao Tribunal Arbitral dos Esportes (TAS) antes de procurar qualquer outra instância judicial, como o Tribunal Federal suíço, revelaram à AFP fontes ligadas ao ex-dirigente.

Bin Hammam não compareceu à audiência prevista para a sexta-feira no Comitê de Ética da Fifa, que tomou a decisão hoje. O dirigente catariano, 62 anos, entregou o assunto a seus advogados e limitou-se a comentar a decisão na Web, revelando que já esperava por uma sanção rigorosa.

"Não há dúvida de que há uma campanha organizada para garantir minha condenação e me afastar do futebol mundial...", denunciou o ex-dirigente da Fifa.