Federação argentina estuda demitir Batista após fracasso na Copa América

O diretor de seleções nacionais da Argentina, Carlos Bilardo, mudou de opinião e admitiu nesta sexta-feira a possibilidade de demissão de Sergio Batista, atual treinador da seleção argentina, desclassificada da Copa América nas quartas de final. As informações são da agência ANSA.

"Se a versão saiu por todos os lados é porque algo acontece. Como é o refrão? 'Se o rio sonho, atrai água'. Bom, está a dúvida. Não sei de nada. É preciso esperar a reunião da próxima segunda-feira do Comitê Executivo da Associação de Futebol Argentino AFA", assinalou.

"Sabe como tudo se ajusta? Ganhando sete partidas em um Mundial, assim se ajusta tudo", afirmou Bilardo, que foi campeão como treinador da seleção argentina na Copa do Mundo de 1986, no México, com Diego Maradona na escalação.

Há dois dias, ele declarou à imprensa que Batista tinha que ficar em seu posto porque "não se pode mudar o técnico a todo momento".

Apesar de Batista ter descartado sair do comando da equipe nacional após a fraca atuação da Argentina na Copa América, a imprensa argentina já considera sua saída como quase certa.

Segundo um membro do comitê da AFA, que preferiu não se identificar, em entrevista à agência estatal Télam, "Batista está mais fora do que dentro", mas Bilardo também está ameaçado em seu cargo de direção de seleções.

O jornal esportivo Olé publicou em sua página na internet: "Golpe de nocaute?" - em referência à situação do atual treinador. A publicação ainda levantou possíveis nomes para substituir Batista, entre eles Alejandro Sabella, ex-treinador do Estudantes de La Plata, que levou o time ao título da Libertadores em 2009, mas que por sua vez defende a permanência do atual técnico no cargo.

A imprensa argentina também citou Gerardo Martino, treinador da seleção do Paraguai, e Carlos Bianchi, que no comando do Boca Juniors levou o time a três títulos da Libertadores, como possíveis substitutos.