Pet: "Será a última vez que vou escutar a torcida gritar meu nome"

Sérvio se prepara para sua despedida oficial dos gramados, contra o Corinthians

O torcedor do Flamengo se acostumou a fazer tremer o Maracanã com os gritos de Pet, Pet! No entanto, na terceira rodada do Brasileirão 2011, no dia 5 de junho, o palco e a situação serão diferentes. O meia sérvio se despedirá oficialmente do futebol profissional, diante do Corinthians, no Engenhão, e já sente saudade do carinho dos rubro-negros, que eternizaram seus feitos com o manto sagrado, colocando-o na condição de ídolo.

Já integrado ao elenco rubro-negro, Petkovic treinou forte na manhã desta quinta-feira (26.05), no centro de treinamento do Flamengo, em Vargem Grande, e mostrou a mesma desenvoltura diante dos microfones. O jogador respondeu, em entrevista coletiva, a várias perguntas dos jornalistas, mas uma, em especial, atingiu em cheio a frieza do sérvio: sua última vez em campo.

"Pela última vez no Rio vou escutar a torcida gritar meu nome. Tem ainda um amistoso, na Sérvia, que também é importante, ainda mais por se tratar de uma homenagem a mim. Será emocionante", afirmou Petkovic.

Sobre a camisa que usará na partida, o meia ainda não sabe qual será o número estampado. No entanto, deve escolher o 43, que acolheu na conquista do título brasileiro de 2009. Afinal, o 10, de acordo com ele próprio, está bem guardado.

"Estava falando sobre isso com o pessoal da Olympikus. Acho que vai ser o 43 mesmo, mas ainda não sei. Só sei que a 10 está muito bem vestida", brincou o ‘gringo’.

Sobre a nova fase de sua vida, Petkovic está certo que poderá retribuir todo o carinho que o rubro-negro sempre teve com ele. Se o talento fora dos gramados for o mesmo do que apresentou dentro deles, o sucesso é questão de tempo.

"Acho que sou útil em outras coisas também. Já fazem alguns anos que penso mais na instituição do que em mim mesmo. Voltarei a devolver tudo o que o Flamengo me deu", encerrou, lembrando que sua carreira foi marcada por acontecimentos importantes, como o gol do tricampeonato de 2001.

"Tenho algumas coisas marcantes na minha carreira. Sempre tive, desde cedo. O gol mais rápido do mundo, jogador mais jovem na seleção da Iugoslávia e esse também".