Gêmeos brasileiros disputam posição na final da Liga dos Campeões da Europa

O lateral-direito do Machester United Rafael está se preparando para a decepção de ser deixado de fora da final da Liga dos Campeões, no sábado, na qual seu time jogará contra o Barcelona. 

Contudo, o brasileiro admite que ninguém ficará mais orgulhoso que ele se seu irmão gêmeo, Fábio, for escolhido pelo técnico Alex Ferguson para ocupar a posição. 

A rivalidade dos gêmeos idênticos de 20 anos - que disputam a mesma posição no Manchester - é uma atração à parte nesta final, que acontecerá no Estádio de Wembley, em Londres.  

"Claro que, como somos muito próximos, sempre nos parabenizamos pelas conquistas individuais’, disse. ‘Eu acho que essa é uma situação diferente, mas a rivalidade tem nos ajudado a evoluir enquanto jogadores de futebol’. 

A rivalidade dos irmãos, no entanto, não agrada muito aos pais, que estarão presentes na final. ‘Os nossos pais prefeririam que jogássemos em posições diferentes’, conta Rafael. 

A contratação dos dois irmãos é um bom exemplo da política do Manchester, que envolve percorrer o planeta em busca de novos talentos.  

Os irmãos foram vistos pela primeira vez pelo olheiro do time, Les Kershaw, em 2005, quando eles tinham 15 anos e jogavam pelo Fluminense um torneio juvenil de Hong Kong. 

Kershaw imediatamente aconselhou Ferguson a assinar um contrato com os pais dos garotos e, apesar de um futuro interesse do Arsenal, os irmãos chegaram ao Manchester em janeiro de 2008, sem nunca terem jogado pelo time profissional do Fluminense. 

A impressão inicial dos torcedores foi de que Rafael havia se tornado a escolha do técnico para a posição, pois este vinha jogando regularmente desde que chegou ao clube.  

Contudo, Fábio tem sido escalado nos últimos jogos no lugar do irmão e é a aposta para este sábado, mesmo tendo jogado ao todo pouco mais da metade do número de partidas de seu irmão: 37 contra 72. 

A expulsão de Rafael na partida contra o Bayern de Munique na última rodada das quartas de final do torneio tem sido comentada pela imprensa como o principal motivo para ele ter perdido a posição para o irmão nos demais jogos, e Rafael admite que o irmão tem um temperamento mais calmo que o seu.  

"Sou provavelmente mais agressivo que ele, essa é nossa grande diferença’, diz Rafael. O jogador acredita que o cartão vermelho contra o Bayern, no entanto, o ajudou a amadurecer profissionalmente. ‘Acho que estou muito mais calmo hoje em dia’.