Djokovic encerra reinado de Nadal no saibro e conquista Madri

MADRI - Impecável, perfeita e irrepreensível. Esses são adjetivos adequados para descrever a temporada de Novak Djokovic em 2011, que teve mais um brilhante capítulo escrito neste domingo, com a vitória do sérvio sobre o número 1 do mundo, Rafael Nadal, na decisão do Masters 1000 de Madri, parciais de 7/5, 6/4. Nadal, o maior tenista no saibro em todos os tempos, acumulava 37 vitórias seguidas na superfície.

O título em Madri foi o sexto seguido de Djokovic em 2011 e a vitória do sérvio foi a de número 32 na temporada (o recorde de 42 vitórias pertence ao americano John McEnroe). Invicto nesse ano, Djokovic acumula, além do Masters 1000, os troféus do Aberto da Austrália, do ATP 500 de Belgrado, dos Masters de Indian Wells e Miami e do ATP 250 de Belgrado.

Djokovic foi o primeiro tenista desde Robin Soderling, em Roland Garros 2009, a superar Nadal numa quadra lenta. Nadal buscava seu 32° título na quadra lenta, o sétimo título consecutivo.

A derrota do espanhol em Madri, além de interromper série de triunfos no saibro de Nadal, complica situação do atual número 1 do mundo na briga pela liderança do ranking mundial. Como foi campeão em 2010, Nadal, mesmo chegando a final, perderá 400, ao contrario de Djokovic, que como não disputou o torneio no ano passado, somará 1000 pontos.

Dessa forma, no ranking que a ATP divulgará na próxima segunda-feira, Nadal aparecerá 11515 pontos contra 10710 de Djokovic, que, dessa forma tem tudo para assumir a liderança do ranking mundial no máximo até o final de Roland Garros.

 

O jogo

Djokovic, que ontem derrotou o brasileiro Thomaz Bellucci na semifinal, começou a decisão com tudo. O sérvio, com ótima movimentação, dominava os pontos do fundo da quadra, tanto em seu serviço como nos games de saque de Nadal.

Dessa forma, ele abriu 4 a 0, com duas quebras de vantagem, dando a impressão de que superaria com tranquilidade Nadal. O atual campeão do torneio de Madri, contudo, reagiu, devolvendo as duas quebras e empatando a partida em 5 a 5.

O lapso de Djokovic, porém, foi passageiro e o sérvio, combinando, agressividade e uma boa dose de sorte, voltou a superar o espanhol, conseguindo uma quebra no 12° game. No game decisivo do set inaugural, Djokovic conseguiu dois com bolas que resvalaram na rede e caíram, indefensáveis, na quadra de Nadal.

A sorte de sérvio, ou a falta dela por parte do espanhol, descontentou a plateia, que vaiou ostensivamente o número 2 do mundo. Segundo set Nadal começou bem o segundo set, quebrando o saque de Djokovic de zero. Quando parecia, contudo, que Nadal iria deslanchar, Djokovic voltou a dominar os pontos, devolvendo a quebra no game seguinte, com uma esquerda vencedora na paralela.

Com a confiança em alta, Djokovic jogava impecavelmente, sacando e devolvendo bem, jogando dentro da quadra e atacando as bolas na subida. Nadal, mesmo no saibro, tinha dificuldades em ser dominante e passava a maioria dos pontos correndo atrás das bolas retas e chapadas do sérvio.

A partida seguia empatada, embora Djokovic confirmasse seus serviços com muito mais facilidade. Nadal, sem a intensidade habitual, era irregular, alternando grandes pontos com erros não forçados. Mesmo assim, o espanhol compensava o melhor jogo de Djokovic com muita luta.

Assim, sem quebras, o segundo set da decisão de Madri permaneceu até o décimo game, quando Djokovic, a um game do titulo, agrediu o serviço de Nadal e conseguiu a quebra derradeira, para vencer o torneio e confirmar seu status do melhor do mundo em todas as superfícies.