Suspensa por doping dá a volta por cima e ganha ouro no Maria Lenk

A medalha de ouro do Troféu Maria Lenk nos 100 m borboleta figura no peito de uma atleta que não nadou oficialmente por seis meses durante 2010. Suspensa por uso de furosemida, substância proibida pela Federação Internacional de Natação (Fina), a amazonense Dayanara de Paula, do Fiat Minas, deu a volta por cima este ano. Ela já havia conquistado o índice para participar do Mundial de Xangai, durante as seletivas realizadas também na piscina do Parque Aquático Júlio Delamare, com o tempo de 58s56.

"A questão do doping ficou para trás. Tudo o que passei foi um grande aprendizado. Foi muito difícil, mas superei graças a minha família e meus patrocinadores que nunca desconfiaram de mim. Eles sabem a pessoa que sou. Só tirei coisas boas de tudo isso", comemorou a nadadora, que nasceu em Manaus e morou no interior de São Paulo.

Segundo a atleta de 21 anos, esse é só o começo. "Meus resultados ainda estão por vir", afirmou. A atleta culpa a inexperiência por ter utilizado sem saber uma substância proibida. "Agora eu não confio mais em nada. Quando sinto qualquer coisa, ligo para minha médica para saber o que posso usar", contou.

Sonho olímpico

A meta de Dayanara é buscar uma medalha para o Brasil em 2012. "Quero chegar à Olimpíada e trazer uma medalha. Se for de ouro, melhor ainda. Quero ser a primeira campeã olímpica do Brasil", afirmou.

Nesta quinta-feira (5), com um tempo de 58s76, Dayanara superou a detentora do recorde sul-americano, Gabriela Silva, do Pinheiros, que fez 59s36 e ficou com a prata, sem conseguir chegar perto do seu recorde, de 56s94, atingido em 2009. Gabriela não se classificou para o mundial. A medalha de bronze ficou com Daiene Dias, atleta do Fluminense, que bateu com 1m00s45.

Dayanara é sargento do Exército e vai tentar disputar os Jogos Militares e o Mundial, que ocorrem ambos no