Família de Conca prestigia o craque na Argentina

BUENOS AIRES - Um argentino de apenas 1,67m conquistou o Brasil em 2010, ano em que conduziu o Fluminense ao título brasileiro e, com toda justiça, foi eleito o melhor jogador do campeonato. Perguntem a ele de onde ele consegue tirar tanta força para jogar. Conca não pensa duas vezes ao dizer que costuma carregar suas baterias quando está com a família. E ela não é pequena.

Nesta segunda-feira à noite, ao chegar a Buenos Aires, sua terra natal, onde duelará com o Argentinos Juniors por uma vaga nas oitavas de final da Libertadores, o craque da camisa 11 recebeu a visita de seus parentes no hotel em que a delegação tricolor está hospedada. Parecia uma criança. Realmente, dava para perceber que estava em casa, de tão radiante.

Todos estavam lá: sua mãe, dona Dora; os irmãos Jorge, Daniel e Paola; o cunhado Miguel Angel; e os sobrinhos Patricio, Miguel Angel, Tiago e as gêmeas Victoria e Valentina. Perguntado sobre o significado da palavra “família”, seus olhos marejaram. O pequeno gigante tricolor quase não conseguiu segurar a emoção.

– Família é uma palavra forte. É a minha vida, são as pessoas que eu amo, de onde eu tiro força. Procuro sempre compartilhar as minhas alegrias com eles – desabafou Conca, mostrando-se um tiozão ao correr atrás das crianças no saguão do hotel, subir e descer as escadas como se tivesse a idade delas e deixar o ambiente bem mais leve às vésperas da decisão.

Aliás, Conca não pode ver uma criança que parece virar uma. É assim nos treinamentos nas Laranjeiras, quando sempre permite a entrada delas ao final do trabalho, para que possam tirar uma foto com ele ou pegar um autógrafo. Os mais sortudos até batem uma bolinha com ele no gramado. Ser pai está nos planos, mas não por agora.

– Quero ter cinco filhos, sempre falei isso. Mas ainda não penso, estou com 27 anos. Quando tiver que ser, será. Tudo tem a sua hora – disse.

O que Conca pensa, no momento, é em classificar o Fluminense na Libertadores, no jogo mais importante do ano até aqui, justamente na sua partida de número 200 com a camisa tricolor.

 

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