Com estrelas fora de campo, Cosmos sonha com renascimento

Vinte e sete anos depois de sua extinção, em 1984, o New York Cosmos ameaça retomar as atividades. A equipe que reuniu o melhor plantel da história do futebol nos Estados Unidos agora usa estrelas fora de campo para tentar embalar campanha por seu ressurgimento. Apesar disso, há dúvidas sobre a capacidade do clube, que ainda hoje atrai sentimento de nostalgia comercializando produtos e fazendo os fãs se lembrarem de quando tinham craques como Pelé, Carlos Alberto e Franz Beckenbauer em seus gramados.

A possibilidade de retorno surgiu em agosto de 2009, quando o britânico Paul Kemsley comprou os direitos de imagem e nome do clube. Em setembro de 2010, as atividades foram retomadas, mas apenas nas categorias de base. A campanha pela volta do Cosmos ganhou forma e força em 2011, quando o ex-jogador e presidente de honra do clube, Pelé, passou a divulgá-la - em março, fez excursão à Ásia para tratar sobre o assunto.

Por enquanto, o Cosmos só tem craques fora de campo. O ex-atacante italiano Giorgio Chinaglia e o ex-lateral Carlos Alberto Torres foram nomeados embaixadores do clube. "Meu tempo no Cosmos foi único e especial. Quero ajudar a restaurar essa grandeza", disse o brasileiro, ao site oficial. Na direção de futebol estão Eric Cantona, ex-jogador do Manchester United, e o recém-aposentado Cobi Jones, um dos jogadores que mais atuaram pela seleção americana.

O Cosmos já tem uma linha de uniformes recém-lançada, páginas oficiais em redes sociais, anúncios, banners, escritório, staff e dois centros de formação. Mas ainda não possui jogadores ou técnico para o futebol profissional, nem previsão para isso. "Não podemos sair comprando os melhores jogadores do mundo. A nova filosofia será construir um estilo de jogo que divirta. Johan Cruyff (que jogou alguns amistosos pelo Cosmos) e o Barcelona são o modelo dos sonhos, e queremos replicar isso com Pelé, Cantona e Jones", disse o diretor Terry Byrne, ao site da Fifa.

"A visão será a mesma: buscar as grandes estrelas", garantiu Byrne, confiante: "o DNA do antigo Cosmos ainda está aí". A expectativa da nova diretoria é de concretizar esse sonho em breve e conseguir uma franquia da Major League Soccer (MLS) para se tornar a 20ª equipe da liga em 2013. "Respeitamos o patrimônio e a história dos velhos tempos, que foram grandiosos. Nosso objetivo é trazê-los de volta, mas através da base", complementou o dirigente do novo Cosmos