Grêmio anuncia que Milan liberou Ronaldinho ao Flamengo de graça

A novela Ronaldinho e Grêmio parece não ter fim. A equipe solicitou, por intermédio do departamento jurídico, um documento comprovando os valores da negociação envolvendo Flamengo e Milan, com o objetivo de reivindicar os 5% como clube formador. Porém, quando recebeu o documento enviado pela equipe italiana, não tinham valores, o que reforça que Ronaldinho foi liberado de graça ao time carioca.

O principal fator para que Ronaldinho não tenha ido atuar no Grêmio, alegado pelo empresário e irmão do jogador, Assis Moreira, seria o alto valor pedido pelo Milan, conforme matéria publicada no Terra em 31 de dezembro de 2010. Na época, isso surpreendeu os dirigentes do Grêmio, que tinham a garantia de Assis que Ronaldinho seria liberado de graça.

"Depende de quem tenha disponibilidade. Se houver o pagamento, ele estará livre. Tudo pode acontecer, não há nada certo. O ideal para todos seria que ele saísse livre, mas isso é difícil. Até o dia 4 (de janeiro), tudo se resolve. A primeira coisa é o acerto com o Milan", disse Assis na época, antes de confirmar que o Mlian esperava receber cerca de 8 milhões de euros (R$ 17,6 milhões) pela liberação do meia-atacante brasileiro.

O vice presidente gremista Antônio Vicente Martins se manifestou na tarde desta sexta-feira sobre o documento enviado pelo Milan, confirmando que Ronaldinho foi liberado de graça para o Flamengo.

"O Grêmio sempre soube que a liberação do Ronaldinho nunca esteve vinculada a valores junto ao Milan. Na verdade eu nunca consegui entender o processo da negociação, todo o negócio tem um objetivo e o nosso era contratar o Ronaldinho, mas eu nunca senti um objetivo por parte do Assis", afirmou.

"Para tirar a responsabilidade dele em relação ao fracasso do negócio com o Grêmio, ele (Assis) acabou botando tudo na conta do Milan, e hoje este documento solicitado comprova o que a gente sempre soube: nunca o Milan pediu valor algum para liberar o Ronaldinho", afirmou o vice presidente gremista.

O dirigente também disse que hoje Ronaldinho e Assis são páginas viradas na vida do Grêmio.