Demitido em 2010, Fossati acusa Inter de não pagar multa

Contratado pelo Inter para ser o líder da campanha da Libertadores da América de 2010, o técnico uruguaio Jorge Fossati conduziu o time vermelho até as quartas de final da competição, quando acabou sendo demitido pela direção do Inter por não conseguir dar um padrão de jogo à equipe. O treinador deixou o time colorado classificado para as semifinais da competição continental, e o clube acabou levando o título, com Celso Roth no comando.

Sobre a saída do clube gaúcho, o treinador admite que não guarda mágoas, no entanto ainda espera receber o valor da rescisão de contrato.

"No Inter recebemos de tudo. Respeito, carinho, reconhecimento, momentos inesquecíveis, mas também reclamações, vaias... Preferimos ficar, nos nosso corações e mentes, com as coisas boas e não alimentar nenhum tipo de mágoa. Também é verdade que a gente não esquece de quem agiu bem e quem agiu errado dentro da diretoria, na escala de valores que a gente tem além do futebol. O que acho absolutamente errado é não ter recebido o total do valor do acordo que deveria ser pago em setembro de 2010", comentou o técnico.

Fossati trabalha hoje no futebol do Catar, vivendo uma vida de certa forma tranquila, sem a pressão da imprensa e torcedores do futebol brasileiro.

"O Catar é um país aberto, que te permite ter uma vida sem problemas, com muita segurança e liberdade. Para 2022, podem ficar tranquilos que eles farão tudo o que for necessário e um pouco mais para organizar a melhor Copa do Mundo. Estão cientes da responsabilidade que assumiram e, além disso, é um pouco a filosofia deles fazer tudo bem, pois pensam em algo que é a imagem deles para todo o mundo", destacou o técnico, que hoje comanda o Al-Sadd, equipe na qual, entre 2007 e 2008, ganhou seis títulos.

Sobre o Internacional na Libertadores, o uruguaio admite que tem pouco acompanhado a competição, mas aposta em uma boa campanha do time colorado.

"Não estou acompanhando de perto. Conheço os resultados, mas até agora não vi nenhum jogo, entre outras coisas, porque o horário para mim é difícil (6 horas de diferença de fuso horário). Os resultados são bons e o Inter é um clube experiente neste tipo de competições, além de contar com um grupo de jogadores de primeiro nível e com uma comissão técnica competente e também experiente. Por isso acho que lutará novamente pelo título", disse.