Impecável, Djokovic vence 25ª seguida e espera Federer ou Nadal

A chuva adiou, mas não impediu mais um triunfo do "imbatível" sérvio Novak Djokovic sobre o americano Mardy Fish, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/1, em jogo válido pela semifinal do Masters 1000 de Miami, mais prestigiado torneio da categoria e muitas vezes considerado o "quinto Grand Slam". A vitória foi a 25° seguida de Djokovic desde o final de 2010.

Djokovic passou por um dos tenistas em melhor momento no circuito e se classificou à final do segundo Masters do ano. Fish, que começou a semana como 15 do mundo, sairá de Miami como número 1 de seu país, superando o amigo pessoal Andy Roddick.

A partida foi marcada por uma interrupção em decorrência da chuva, de cerca de uma hora, e teve a história dividida em duas partes. A primeira delas terminou empatada por 2/2.

Com o retorno, porém, Djokovic, sem maiores dificuldades, comprovou a superioridade e, após uma quebra no sexto game e confirmação da mesma em seguida, abriu três games de vantagem, garantindo o triunfo no primeiro set.

O segundo set não foi mais duro. Djokovic iniciou a parcial vencendo o game de serviço no saque do adversário e não apenas sustentou a vantagem como a ampliou, com outras quebras, no quinto e no sétimo games.

Perfeição nos momentos delicados

De uma maneira geral, a vitória de Djokovic sobre Fish foi tranquila, o que não significa, contudo, que o americano tenha jogado mal, nem tão pouco que não tenha tido oportunidades.

Fish teve, sim, chances, mas em todas as vezes em que esteve acossado, o sérvio se impôs e saiu vencedor. Foram seis chances de quebra para o rival americano, todas recuperadas por Djokovic.

A curva ascendente do jogo de Djokovic, que culminou neste ano com a conquista de seu segundo título de Grand Slam, no Aberto da Austrália, teve o pontapé inicial há quase um ano, em abril de 2010, quando o sérvio encerrou a parceria com o ex-tenista americano Todd Martin e passou a treinar exclusivamente com o checo Marian Vajda.

Vajda trabalhou pontos chave do jogo do sérvio, como a direita, o serviço e o preparo físico, fazendo ele abandonar o estilo de contra-ataques para se tornar o tenista mais temido do circuito, pelo menos nos primeiros meses de 2011.

O triunfo sobre Fish foi o 23° em 2011, o que faz do sérvio o tenista com terceiro melhor começo de ano na história da Era Aberta do tênis (desde 1968); maiores que o feito de Djokovic neste ano, apenas as marcas do checo (hoje naturalizado americano) Ivan Llendl (25 vitórias) e do americano John McEnroe (39).

Na final, Djokovic enfrenta o vencedor do maior clássico do tênis mundial na atualidade, entre o maior campeão de Grand Slams de todos os tempos, o suíço Roger Federer (16 troféus), e o seu principal antagonista, o espanhol Rafael Nadal (nove Majors)