Clube dos 13 "é um nada" e tem que acabar, diz João Havelange

RIO - Durante o lançamento do livro "João Havelange - O dirigente do século XX", na última quinta-feira, no Country Club do Rio, o homenageado da noite foi o centro das atenções. O ex-presidente da Fifa, 94 anos, relembrava histórias, revia amigos e comentava os assuntos do meio esportivo. Porém, quando perguntado sobre o Clube dos 13 e sua presença no futebol, por um jornalista que estava recebendo um autógrafo no livro, Havelange mudou o tom e foi enfático.

"(O Clube dos 13) tem que acabar, é um nada. A CBF e as federações são legais. O Clube dos 13 não tem utilidade nenhuma", disparou o ex-dirigente, que comandou a entidade máxima do futebol por 24 anos.

Alertado por sua mulher Ana Maria Havelange de que estava ao lado de um jornalista, Havelange encerrou rapidamente sua fala e pediu que a fila dos autógrafos andasse.

Já a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, optou por não se pronunciar sobre o Clube dos 13 durante o evento. "Depois da reunião que tive hoje (quinta), só retomo esse assunto na segunda. Só estou pensando no jogo do Flamengo de domingo", disse a mandatária, referindo-se à final da Taça Guanabara contra o Boavista.

A polêmica com o Clube dos 13 ganhou força após o Corinthians anunciar que estava se desligando da entidade, por não concordar com o modo com o qual as negociações dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro estavam sendo conduzidas.

Além do clube paulista, Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense e Coritiba decidiram negociar seus direitos de forma separada.