Aberto do Brasil de Tênis: em busca da 1ª taça do ano, Almagro encara sensação ucraniana

Principal cabeça de chave do Aberto do Brasil, Nicolás Almagro convive bem com o favoritismo. Fora das quadras, esbanja carisma e distribui sorrisos aos fãs sempre que solicitado. Mostrou bom humor nas entrevistas e se sentiu totalmente adaptado à Costa do Sauípe. Nos jogos, comprovou a superioridade e chegou à decisão sem sustos. No entanto, para levar seu primeiro título em 2011 terá que frear a sensação ucraniana Alexandr Dolgopolov.

A vitória sobre o argentino Juan Ignacio Chela deu a Almagro o direito de disputar sua primeira decisão do ano. Antes, o número 13 do ranking da ATP alcançou as oitavas de final do Aberto da Austrália (derrota para o sérvio e campeão Novak Djokovic) e parou na semmifinal do Torneio de Auckland, diante do argentino David Nalbandian.

Do outro lado encara um adversário motivado pelo melhor início de temporada de sua curta carreira e pela "avalanche" de elogios que vem recebendo. A revelação de 22 anos iniciou 2011 com derrota nas oitavas de final de Brisbane, diante do americano Andy Roddick. Em seguida, no Torneio de Sydney, só foi parado nas quartas de final pelo francês Giles Simon.

No entanto, seu maior feito até o momento foi a participação no Aberto da Austrália. No primeiro Grand Slam do ano, Dolgopolov "deu as caras" ao deixar pelo caminho favoritos como o francês Jo-Wilfried Tsonga e o sueco Robin Soderling. Ficou entre os oito sobreviventes e caiu diante do escocês Andy Murray em quatro sets.

Na Bahia, os dois finalistas entraram direto nas oitavas de final e "passearam" o tempo todo. Enquanto Almagro não tomou conhecimento do brasileiro João Souza (o Feijão) e do português Rui Machado, e só foi ceder um set contra o argentino Chela, Dolgopolov foi ainda melhor. Venceu todos os seus jogos por 2 a 0 - espanhol Ruben Ramirez Hidalgo, italiano Potito Starace e o brasileiro Ricardo Mello, com direito a 6/2 e 6/1.