Sul-Americano Sub-20: Brasil enfrenta a Colômbia pela segunda rodada do hexagonal

AREQUIPA - Melhor ataque do Sul-Americano Sub-20, único invicto e apontado como favorito por todos os adversários, o Brasil entra em campo contra a Colômbia na madrugada desta sexta-feira, à 0h10 (de Brasília), no Estádio Monumental de Unsa, em Arequipa, para comprovar a superioridade difundida por quem acompanha o torneio.

A goleada por 5 a 1 diante do Chile, na abertura do hexagonal final, aumentou essa sensação, mas foi combatida pelos brasileiros nos dias que antecederam o desafio contra os colombianos. "Eu acho que sim (ainda estamos no mesmo nível dos outros). Ganhamos de 5 a 1, mas o primeiro tempo foi muito difícil. Cada jogo é uma história diferente", disse o técnico Ney Franco.

Porém, com uma nova vitória, será difícil não admitir que o Brasil está um degrau acima dos demais. A Seleção conta com números a favor, tem Neymar como artilheiro do torneio com sete gols e ficará mais próxima de uma das duas vagas olímpicas em caso de mais três pontos.

Uma possível vitória também praticamente eliminaria um dos adversários mais temidos por Ney Franco na competição. Desde o começo, o treinador elegeu a Colômbia como uma das favoritas ao título e encontrou dificuldades para ajustar o time na vitória por 3 a 1 sobre a adversária na primeira fase.

Porém, com a derrota na primeira rodada para o Uruguai, os colombianos entram em campo com a necessidade dos três pontos para continuarem sonhando.

"Eu acho que a Colômbia é muito forte e continua como candidata ao título. Embora tenha passado por dificuldades para passar à segunda fase, vemos um time com muito potencial e jogadores que podem desequilibrar. É uma seleção com porte físico e tem que ter atenção na marcação", analisou Ney.

O Brasil ainda encontrará uma seleção que vive uma situação curiosa no torneio. Apesar da pressão natural de torcedores por uma boa campanha que culmine ao menos com uma vaga olímpica, a Colômbia tem como principal meta neste Sul-Americano preparar o time para o Mundial da categoria, que será disputado no país a partir de julho.

Com a vaga garantida para o torneio em casa (o Sul-Americano oferece quatro lugares), a seleção tem uma condição quase oficial de franco-atirador, sem a cobrança de uma das duas vagas olímpicas em jogo. Na última quarta-feira, o técnico da seleção principal, Hernán Darío Gómez, disse que o Mundial é o mais importante para a Colômbia e uma não classificação para Londres 2012 não pode interferir no trabalho de Eduardo Lara.

Ney Franco vê lado positivo e negativo para a situação e acha que não é vantagem para o Brasil. "Eu acho que são detalhes que não adianta se aprofundar muito. Emocionalmente pode ser pior entrar mais relaxado, mas o futebol pode melhorar por ter menos pressão. É difícil ficar imaginando", disse.

A Colômbia ainda sofre com desfalques. Expulso contra o Uruguai, o volante Didier Moreno não joga. Um dos melhores jogadores da equipe, Cabezas, também deve ficar de fora por conta de uma lesão muscular. Para piorar, o elogiado Cardona, armador do time e espécie de faz-tudo, se recupera de uma virose e é dúvida.

Pelo lado brasileiro, Ney confirmou o mesmo time que enfrentou o Chile. Os laterais Danilo e Alex Sandro sentiram contusões, fizeram testes físicos na véspera da partida, mas devem jogar ao menos que nesta quinta voltem a reclamar de dores musculares. Se tudo sair como planejado, será a primeira vez que o Brasil terá uma equipe repetida na competição