COI cobra agilidade do Brasil nas questões de segurança

 

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, pediu às autoridades brasileiras que acelerassem as medidas que visam a melhorar a segurança no Rio de Janeiro, em vistas às Olimpíadas de 2016. Rogge disse nesta quinta-feira à imprensa que a cobrança foi feita durante os encontros que teve com os governantes brasileiros, ao longo da visita que realizou à cidade há duas semanas.

"Encontrei autoridades e pedi para que acelerassem o que ainda não foi posto em prática sobre segurança, e nós compreendemos que ainda não tenha sido. Mas pedimos mesmo assim que acelerassem", disse.

Ele teve reuniões com a presidente Dilma Rousseff, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito, Eduardo Paes. O presidente do COI ressaltou, entretanto, que a questão da segurança é um assunto abordado com qualquer cidade que sedie os Jogos. "Não é específico do Rio. No entanto, quando encontramos com as autoridades do Rio, insistimos na questão da segurança".

Rogge falou na tarde de hoje a jornalistas ao final de dois dias de reuniões do comitê executivo do COI, na cidade suíça de Lausanne. O objetivo dos encontros era, entre outros assuntos, de avaliar como as cidades-sede das próximas Olimpíadas estão se preparando para receber o evento esportivo.

Apesar da preocupação com a segurança no Rio, Rogge disse que ficou "muito confiante" de que os preparativos da Olimpíada na cidade estão em um bom caminho. Ele destacou que a união de uma população entusiasmada, membros do comitê de organização experientes e governantes empenhados o fazem pensar que "tudo está correndo bem para termos Jogos excelentes".

Rogge demonstrou otimismo também em relação aos patrocinadores dos Jogos. O dirigente afirmou que parabenizou o comitê de organização da Rio 2016 pelo primeiro contrato assinado, com o banco Bradesco, envolvendo "um montante recorde de dinheiro".

Rogge disse ainda que outros contratos estão em fase final de negociação, mas que não poderia citar nomes. "Está andando rápido e forte, então não estou preocupado sobre a questão de financiamento, por enquanto. Ainda temos seis anos pela frente, mas o começo está muito, muito bom".

O valor do contrato com o Bradesco foi mantido em sigilo, mas o mínimo definido pelo comitê era de R$ 570 milhões. A expectativa dos organizadores é de conseguir arrecadar mais R$ 724 milhões em patrocínios nacionais até o início dos Jogos.

A estimativa baseia-se na soma que outros países, como a China e a Inglaterra, conseguiram reunir com empresas locais para a realização de Olimpíadas.