Mazembe repete futebol competitivo, mas conto de fadas acaba

A definição de que o vice-campeão é o primeiro dos perdedores é exagerada para o Mazembe. Clube de um país praticamente inexistente no cenário do futebol mundial, os africanos encerraram o Mundial de Clubes neste sábado, com derrota por 3 a 0 sobre a Inter de Milão, em Abu Dhabi, com uma certeza: um time da República Democrática do Congo pode competir de igual para igual com adversários mais ricos, poderosos e com muito mais anos de experiência internacional.

O time não foi tão eficiente como nas vitórias surpreendentes contra Pachuca e Internacional, mas voltou a apresentar um futebol competitivo. A proposta, seriedade e espírito de decisão demonstradas pela Inter de Milão, talvez escaldada pela queda de favoritos diante dos congoleses, contribuíram para que desta vez não houvesse surpresas .

Os italianos não desperdiçaram chances como brasileiros e mexicanos. Foram só nove chutes a gol, e três marcados. O Internacional contabilizou 23 e o Pachuca 21 tentativas e não conseguiram passar pelo goleiro sensação Kidiaba nenhuma vez.

Pela primeira vez atrás do marcador, o Mazembe mostrou suas limitações. Pouca criatividade e chutes sem direção dos africanos, talvez pelo nervosismo de estar disputando o jogo mais importante da carreira e que ajudariam muito o Internacional a evitar a zebra na semifinal.

Mas vontade não faltou. A equipe africana partiu para cima da Inter, criou chances e deu sustos. O terceiro gol, a cinco minutos do final, encerrou qualquer expectativa de mágica. O conto de fadas de uma equipe que chegou desconhecida, surpreendeu favoritos e desafiou a poderosa Inter de Milão chegava ao fim. Sem depois receber uma calorosa salva de palmas de todos os presentes no Estádio Zayed Sports City.