Na berlinda por não fazer milagres, goleiro do Inter quer ficar

ABU DHABI - A derrota por 2 a 0 para o Mazembe, na última terça-feira, na semifinal do Mundial de Clubes, também recaiu nas mãos do goleiro Renan, do Internacional, contestado por não fazer milagres. Corre nos bastidores do clube a avaliação que Renan pega as bolas que todos pegariam, mas não defende as quase impossíveis, que valem um campeonato. Emprestado até a metade do ano de 2011 e contestado também por parte da torcida, o goleiro quer ficar por mais tempo no time que o revelou.

"Acho que tentei viver o Mundial e sigo vivendo para fazer melhor. Meu objetivo é seguir no Inter. Assim como conquistamos a Libertadores, podemos dar a volta por cima. Passar este momento difícil e fazer um bom ano", disse.

Quanto aos questionamentos, Renan se defende. Afirmou que tem autocrítica, não viu falhas nos gols levados contra o Mazembe e que, como dito por quase todos os outros jogadores do Inter, o maior problema foi o de finalizações.

"Eu me cobro muito. Eu queria ter feito mais. O time inteiro queria ter feito mais, mas de repente, se não tivesse levado gol, a gente poderia ter ido para a prorrogação e também perdido. A gente é profissional e viajou até aqui para vencer. Ninguém pensou que seria assim", completou.

Com a renovação de Celso Roth em suspense, o Inter avalia outras possibilidades para o comando do time em 2011. O nome de Dorival Júnior surgiu como consenso entre os diretores, mas o contrato do treinador com o Atlético-MG desanima possíveis investidas.

De qualquer forma, o clube irá esperar o final do Mundial de Clubes para divulgar se Roth fica ou não e sondar quais as possibilidades de conseguir tirar Dorival de Belo Horizonte.