Depois de chegar à final da Libertadores em 2008, quarteto tricolor só pensa no título

RIO - A experiência recente na Libertadores ainda está bem viva na memória de todo tricolor. Apesar de ter ficado um gosto amargo depois de perder o título na disputa de pênaltis, é impossível não se lembrar com carinho da brilhante campanha do time na competição. Se os jogos ainda estão bem vivos na cabeça dos torcedores, imagina na de quem participou ou ficou no banco de reservas? Washington, Conca, Ricardo Berna e Tartá estavam lá e não veem a hora de escrever um novo final.

- Com certeza o clube e os nossos torcedores merecem essa conquista. Ficou uma lição muito grande, conseguimos buscar a diferença no segundo jogo, uma coisa muito difícil, e faltou perna para fazer mais gols. Vivenciar tudo aquilo foi uma experiência incrível – afirmou o goleiro.

Um dos protagonistas da história do Fluminense na Libertadores, Washington também está com a memória bem fresca e doido para fazer a diferença. Afinal, não tem como esquecer de um dos gols mais emocionantes do clube. Nos acréscimos do segundo tempo das quartas-de-final contra o São Paulo, Thiago Neves cobrou um escanteio preciso na cabeça do Coração Valente, que consciente empurrou para o fundo do gol, explodindo o Maracanã de alegria.

- Já estou muito ansioso. O Fluminense retorna à Libertadores muito mais experiente. Em 2008 já merecia o título, era o mlhor time, infelizmente são coisas do futebol. Agora estamos aí de novo, o Fluminense está muito mais calejado e tenho certeza que vamos chegar forte. Vai ser um ano maravilhoso para o time aproveitar e lutar pelo título da Libertadores - disse.

Tartá teve a oportunidade de participar do primeiro jogo do Flu no Rio de Janeiro, a goleada por 6 x 0 sobre o Arsenal da Argentina. Mesmo tão jovem, já passa a sua experiência ao grupo e não vê a hora de voltar a disputar a competição mais importante do continente.

- Joguei no primeiro jogo, depois me machuquei e fiquei no banco em algumas partidas, inclusive na final. A emoção de disputar uma competição da dimensão da Libertadores é muito grande, acho que tenho algo a acrescentar. Aprendi que é preciso saber jogar na casa do adversário. Encaramos como uma segunda chance, agora estamos com outro grupo, com jogadores experientes, e com a coroação do título Brasileiro vamos chegar ainda mais fortes – relembrou o meia revelado em Xerém.

Titular desde que chegou ao clube em 2008, Conca sabe melhor do que ninguém a dimensão da competição e suas principais dificuldades. Argentino, conhece bem o adversário da estreia, que integra o grupo junto com o América do México e o Nacional do Uruguai.

- Vejo algumas vezes os jogos argentinos. O Argentinos Juniors tem uma equipe forte e um campo que é muito complicado de se jogar. O campo é muito perto da torcida e isso dificulta quem joga por lá, mas nosso grupo está preparado para encarar este desafio – concluiu Conca.

A data de estreia do Fluminense na Libertadores ainda não foi divulgada pela Conmebol, que por enquanto só informou a ordem das partidas na primeira fase. O Fluminense fará o primeiro jogo no Rio de Janeiro.

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