Brasil terá recorde de custos em Copas para modernizar estádios

SÃO PAULO - O atraso brasileiro em relação a seus estádios, alvos de pouco investimento há décadas, fará com que o país tenha o maior custo dos últimos tempos para construir e modernizar arenas para a Copa do Mundo de 2014. De acordo com levantamento divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta sexta-feira, e realizado com base em relatórios oficiais, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 5 bilhões) serão gastos para preparar as praças esportivas, número superior aos quatro Mundiais passados e quase todos os candidatos para as edições de 2018 e 2022. Entre as possíveis futuras sedes, apenas a Rússia pretende desembolsar mais que os brasileiros na organização.

O estudo aponta que, até o momento, a Copa do Mundo mais cara ocorreu em 1998, quando a França desembolsou pouco menos de US$ 2,6 bilhões.

Quatro anos depois, Japão e Coreia do Sul gastaram US$ 2 bi e em seguida, em 2006, a Alemanha investiu US$ 1,8 bi. Já na mais recente, a África do Sul calcula que a construção de estádios atingiu US$ 2,2 bilhões, o dobro da previsão inicial.

No Brasil, o primeiro cálculo era de R$ 3,7 bilhões, mas hoje já ultrapassa os R$ 5,07 bilhões. Entre as candidatas a 2018, o projeto mais caro é o da Rússia (US$ 3,8 bi), seguido por Inglaterra (US$ 2,5 bi), Holanda/Bélgica (US$ 2,4 bi) e Espanha/Portugal (US$ 2 bi).

Para a edição seguinte, Catar pretende desembolsar US$ 3 bi e em seguida aparecem Austrália (US$ 2,2 bi), Japão (US$ 1,3 bi) e Coreia do Sul (US$ 0,9 bi).