Relembre outros tropeços históricos do Brasil para a Rússia no vôlei

A equipe da Rússia, ao longo da última década, se transformou na maior "pedra no sapato" da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei. Com três vitórias no tie-break, as europeias tiraram do grupo verde e amarelo a chance de disputar a final dos Jogos Olímpicos de 2004 e acabaram por duas vezes com o sonho do inédito título mundial, em 2006 e neste ano.

O Terra relembra abaixo detalhes das duas outras derrocadas brasileiras diante das russas e mostra uma vitória brasileira que dá esperanças de dias melhores para o grupo de José Roberto Guimarães:

Semifinal dos Jogos Olímpicos de 2004

Na grande chance de alcançar uma final olímpica, feito que não tinha conseguido até aquele momento, a equipe chegou como a única invicta à fase eliminatória. Favorita ao título por ter ganho o Grand Prix, pouco antes da Olimpíada de Atenas, a Seleção abriu 2 sets a 0 e perdeu o terceiro.

Quando chegou na quarta parcial, fez 24 a 19, ficando a apenas um ponto do título. Em uma sequência impressionante de erros perdeu seis oportunidades de fechar a partida e viu as russas virarem para um incrível 28 a 26. No tie-break, a Seleção voltou a abrir vantagem, chegou a estar vencendo a partida por 12 a 9 e teve mais uma chance de sacramentar a vaga na final. Porém, permitiu a reação russa. Gamova explorou o bloqueio de Virna e as europeias fizeram 15 a 14. Em um ataque errado de Mari, na época a grande revelação de José Roberto Guimarães, a Seleção perdeu por 16 a 14 no quinto set.

Final do Mundial de 2006

Mesmo sofrendo com lesões ao longo do campeonato, com a levantadora Fofão e a meio de rede Fabiana, a equipe de José Roberto Guimarães superou diversas adversidades para reencontrar as russas em uma partida importante. Com a torcida toda a favor em Osaka, a equipe verde e amarela começou vencendo a partida, mas permitiu a reação da Rússia, que virou para 2 sets a 1.

Mostrando poder de superação, a Seleção foi buscar a desvantagem no placar e em um ataque de Sheilla empatou a partida com um 25 a 23, levando mais uma vez para o tie-break. Durante o decisivo set, a Rússia chegou a abrir dois pontos de vantagem, mas o Brasil foi buscar e em um novo ataque de Sheilla conseguiu um 13 a 11. Mas novamente, a Seleção teve um "apagão", permitiu quatro pontos seguidos das rivais e deu adeus ao título com um 15 a 13, graças a um ataque da gigante Gamova.

A esperança

As russas só tiveram um tropeço importante para o Brasil na década: a derrota na primeira fase da Olimpíada de 2008, quando a Seleção saiu campeã. Naquela partida, o time brasileiro não deu a mínima chance para as rivais, fazendo um 3 sets a 0 com extrema facilidade, com parciais de 25/14, 25/14 e 25/16. Com um desempenho exemplar na defesa, as brasileiras fizeram a Rússia, inclusive, tirar Gamova do jogo para ver se melhorava seu panorama, mas nada adiantou.

"Como aconteceu em 2010, aconteceu em 2006. Só que a gente ganhou da Rússia de 3 sets a 0 nos Jogos Olímpicos de Pequim, quando elas, com o mesmo time, ficaram em oitavo lugar. Faz parte do contexto. A gente tem tem se mantido ali, sempre brigando, e a Rússia tem alternado. Espero que a história se repita em 2012. Aí, está tudo certo", disse o técnico Zé Roberto, após a derrota deste domingo.