Enfaixada, Seleção apela para método japonês e evita correr riscos

 

Quando Natália entrou em quadra no jogo diante da República Checa com o ombro enfaixado de preto, muitos estranharam e se perguntaram para que servem aquelas fitas? Não, a ponteira não está criando uma nova moda no vôlei feminino.

Chamadas de bandagem elástica terapêutica, as fitas servem para reduzir edemas e a dor de lesões musculares. Desde o início do torneio, a camisa 12 reclamava de tendinite no ombro, lesão que foi sendo aliviada um pouco por conta das fitas no ombro de cores preta e azul piscina.

"É um método japonês para acalmar as dores nos ombros, usei somente naqueles jogos da primeira fase, mas ainda bem que passou", afirmou Natália.

De acordo com o fisioterapeuta da Seleção Brasileira, José Ricardo Prunes Regi, as bandagens são utilizadas com frequência dentro do time. "Aquela fita é uma fita informativa, não é restritiva. Dependendo da maneira que é colocada, ela passa uma informação para o tecido", disse.

"Ela tem uma função para que possa ajudar o atleta na partida. Ela ajuda para lesão muscular, articular, tendínea. Diminui o espasmo muscular. Ela tem diversas funções, vai depender da maneira que vai ser colocada na articulação", completou o fisioterapeuta.

Se Natália já parou de usar e não sente mais a lesão no ombro direito, o mesmo não pode se falar da meio de rede Fabiana, que ainda circula com duas faixas deste tipo no joelho.

"Eu comecei a usar no meio da seguunda fase, estava com uma tendinite no joelho. Mas isso é só para dar um reforço. Dá uma segurança grande para o meu joelho".