Viemos para matar quem vier pela frente, diz líbero da seleção

Fabi está orgulhosa do desempenho das meninas brasileiras no Mundial de vôlei

TÓQUIO - Uma das que mais comemorou a vitória sobre os Estados Unidos no Mundial de vôlei feminino, a líbero Fabi disse que ficou orgulhosa do desempenho da seleção brasileira em quadra. Mesmo já classificada e com o decorrer do jogo com a primeira vaga confirmada, o time verde e amarelo não relaxou e manteve sua invencibilidade de nove jogos, com um 3 sets a 1, nesta quarta, em Nagoya.

"(Os Estados Unidos) são um time que joga muito bem taticamente e defensivamente, mostramos uma boa reação. A gente encarou este jogo como uma oportunidade de aproveitar o máximo possível e talvez elas aproveitaram para mudar um pouco as jogadoras, dar ritmo de jogo", disse a líbero, que destacou que o Brasil mostrou que não está pensando em relaxar neste Mundial Feminino de Vôlei.

"Apesar de teoricamente não valer muita coisa, matematicamente estarmos em primeiro, queríamos aproveitar da melhor forma possível. Acho que vencê-las dá uma confiança e também serve para elas verem que viemos para a competição para matar quem vier pela frente...O time como um todo foi bom. O conjunto funcionou bem".

A jogadora disse que apesar de lembrar da derrota para as americanas no Grand Prix deste ano, a partida desta quarta não teve um sabor especial como se imaginava.

"Vai ter gostinho especial lá na final, se as duas equipes chegarem, e ganharmos delas. Ganhar delas é sempre bom, é um time que veio credenciado para disputar o título. De dois anos para cá vem sendo um adversário frequente da Seleção", afirmou Fabi, lembrando da final olímpica na qual o time de José Roberto Guimarães levou a medalha de ouro.

Para a líbero, o que está fazendo diferença para a seleção se manter com 100% de aproveitamento na competição é a tática defensiva, anulando peças chave das adversárias.  "A tática de anular algumas jogadoras está funcionando. Se torna mais fácil de ler o adversário, pois eles tem que procurar outras opções. É importante a gente ter a consciência de tirar algumas jogadoras rivais da partida".