Em semi, Seleção encara pela 2ª vez o perfil "baixinhas e ligeiras"

 

Conhecido o adversário da semifinal, a Seleção Brasileira se prepara para, pela segunda vez neste Mundial Feminino de Vôlei, enfrentar uma equipe da escola asiática. Depois de passar pela Tailândia na abertura da segunda fase, o adversário do continente desta vez promete ser ainda mais complicado. Donas da casa, as japonesas contam com a torcida a favor e a motivação de chegar entre as quatro melhores do mundo.

As táticas de jogo, porém, são parecidas com as que foram vistas no duelo com a Tailândia: jogadoras velozes e que atacam baixo, complicando a vida do bloqueio. Contra as tailandesas, foram justamente as meios de rede Fabiana e Thaisa que tiveram maior dificuldade para desempenhar seu melhor vôlei.

"O Japão melhorou muito, principalmente no ataque de fundo e no bloqueio com a Ebata (ponteira) e a Kaori (meio de rede), que são jogadoras que estão fazendo a diferença. Em toda partida, pelo menos uma das duas faz mais de 20 pontos. Elas são as jogadoras de desafogo. O Japão sempre teve um sistema defensivo muito forte, mas melhorou o saque, bloqueio e contra-ataque", disse o técnico José Roberto Guimarães.

"Não é um time que ataca alto, mas muito veloz. As bolas são rasantes, mas elas são tecnicamente muito boas. A atenção tem que ser total. É aquilo que falamos da Tailândia: não pode ter descuido. Mas o time está bem preparado, está bacana".

Com a lembrança da derrota para as japonesas durante a fase final do Grand Prix deste ano, Zé Roberto afirmou que qualquer tropeço na partida pode custar caro para a Seleção. "É um jogo de risco, a gente perdeu para elas no Grand Prix. Vai ter que ser atenção total. A gente sempre teve dificuldade de jogar contra as japonesas. Já tivemos vitórias, mas é necessário concentração, atenção".

A ponteira Natália também destacou que as características da equipe japonesa diferem muito do que o Brasil está acostumado a enfrentar. Sai um jogo na base da pancada e da força e entra a velocidade dos ataques.

"É um jogo mais complicado. A gente nunca pega time asiático, sempre jogamos com mulherada mais alta (as japonesas tem média de 1,75 m, contra 1,84 m das brasileiras). Elas defendem muito, então teremos que ter muita paciência. São muito habilidosas. É um jogo de paciência e concentração. Se estudarmos bastante o que tem que fazer, se Deus quiser vai dar certo".