Muricy: “O trabalho matou o Telê. Não quero isso para mim”

 Sexta-feira, Laranjeiras. Após a entrevista coletiva em uma sala de imprensa repleta de jornalistas produzindo material para o clássico com o Vasco, domingo, pelo Brasileiro, Muricy Ramalho recebe a reportagem do JB para uma matéria especial. O lado ranzinza é deixado de lado e, sem as mazelas da cobertura diária, o papo sobre futebol flui por quase uma hora. O técnico do Fluminense não poupou nenhum assunto. O que mais chamou a atenção, no entanto, foi a preocupação com a saúde. Ele teme que o jeitão workaholic abrevie sua carreira. 

É inegável que você herdou o estilo de comandar do Telê Santana. Mas essa exaustiva carga de trabalho tem um preço, não? 

Tem, sim. Telê foi um mestre para mim, e tenho quase certeza de que a doença dele  (isquemia cerebral, Telê morreu em abril de 2006) foi provocada pelo trabalho. Não quero isso para mim.

Você acompanhou a vida dele de perto nos anos 90...

Era um cara que vivia 24 horas para o futebol. Ele morava no CT do São Paulo, e a família dele no Rio, no Leme. Telê se dedicava demais ao clube. E a doença só pode estar relacionada à carga de trabalho.

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