Seleção não é lugar de pregação, diz Mano Menezes

    SÃO PAULO - O técnico Mano Menezes comentou, em entrevista exclusiva ao Terra, sobre o assunto religião dentro da Seleção Brasileira. O treinador afirmou que não proibirá que os jogadores cultuem suas crenças, mas não aceitará que sejam feitas pregações com membros de qualquer religião dentro do grupo.

Durante a Copa do Mundo de 2010, o pastor Anselmo Alves, 51 anos, espécie de guru oficial do time nacional desde a Copa de 2002, esteve presente dentro do grupo de Dunga.

"Eu tenho uma linha de conduzir esse assunto delicado de maneira muito clara. Nem no clube nem na seleção é lugar de pregação", disse Mano.  "Pode cultuar a sua crença dentro do respeito e limite de cada um. Não vai lá convencer ninguém. Você respeita e cultua a sua", concluiu o treinador da equipe verde e amarela.

O assunto sempre foi um tema que gerou polêmica. Em 2002, diversos jogadores comemoraram o título mundial com camisas em que exaltavam Jesus.  Depois da Copa do Mundo de 2006, houve alguns boatos de que teria acontecido um racha durante o Mundial entre os jogadores evangélicos e o resto do grupo. Fato desmentido pelo zagueiro Lúcio antes da Copa na África do Sul.