Do radinho de pilha ao Clássico dos Milhões

A infância em Nova Iguaçu não foi fácil, mas Deivid tinha sempre ao seu lado três companheiros inseparáveis na luta para realizar seu sonho de se tornar um jogador profissional de futebol: a camisa do Flamengo, a bola e o radinho de pilha. Torcedor rubro-negro desde pequeno, ele sabe bem a mística de um clássico dos milhões e está muito animado por poder disputar esta partida no próximo domingo. "Para mim, será um privilégio disputar um Flamengo e Vasco. É uma sensação muito boa. Quando era pequeno, pelo radinho, e até pelo estádio, acompanhei muito esse jogo. Uma partida assim movimenta a cidade. Espero fazer um bom jogo, obviamente marcar gols, mas meu foco é a vitória, assim como o do time inteiro", disse. Depois de conquistar muitos títulos e fazer sucesso em diversos clubes em sua carreira, o centroavante retornou ao futebol brasileiro neste ano para realizar o sonho de vestir a camisa do clube de seu coração. E ele garante que isso está fazendo a diferença. "Quando nos tornamos profissionais, temos que tentar afastar o máximo o coração de torcedor. Precisamos sempre respeitar o time que estamos defendendo. Mas quando temos uma oportunidade de jogar pelo time que a gente torce, tudo dobra. Sinceramente, fico alegre com as vitórias e muito triste com as derrotas. Do mesmo jeito que o torcedor, ou até mais. Sei como é isso. Há um tempo, estava lá, na torcida, no radinho, e hoje, em campo, até me pego pensando nisso", contou o centroavante, que lembrou ainda de momentos marcantes em sua época de torcedor. "Tenho uma lembrança mais remota, da final do gol do Cocada, porque estava ouvindo no rádio e lembro que ele entrou, fez o gol e foi expulso. Mas também lembro do gol do Pet, na final, aos 43 do segundo tempo. Estava no Santos, já era jogador, mas fiquei muito feliz com o resultado da minha equipe do coração. Foi um gol muito bonito", encerrou.