Copa 2018: taitiano diz que é inocente em caso de suposta corrupção na Fifa

        WELLINGTON - O taitiano Reynald Temarii, um dos dois membros do comitê executivo da Federação Internacional de Futebol (Fifa) a comparecer nesta quarta-feira perante a comissão de ética por suspeita de corrupção para designar o país-sede do Mundial-2018, voltou a declarar inocência. "Estou 100% seguro de minha integridade. Vou mostrar que sou um homem honesto", disse Temarii, vice-presidente da Fifa e presidente da Confederação Oceânica de Futebol (OFC), no site insideworldfootball.biz.

Temarii afirmou que suas declarações ao jornal Sunday Times, estopim do escândalo, foram tiradas de contexto. Em um artigo intitulado "Copa do Mundo: votos à venda", o diário indica que Temarii teria pedido 1,6 milhão de euros para uma academia de esportes em troca de seu voto a favor da candidatura dos Estados Unidos.

Já o nigeriano Amos Adamu, outro membro do comitê, teria pedido 570.000 euros a jornalistas do Sunday Times que se fizeram passar por lobistas da candidatura americana. "Só ouviram quinze segundos da entrevista. Se ouvissem os 45 minutos completos, entenderiam tudo", disse Temarii.

Inglaterra, Rússia e as candidaturas conjuntas Bélgica-Holanda e Espanha-Portugal disputam a organização do Mundial de 2018, enquanto Austrália, Coreia do Sul, EUA, Japão e Qatar são candidatos a 2022.

A Fifa anunciará no dia 2 de dezembro em Zurique os países escolhidos para sediar as duas próximas edições do torneio.