Mano admite dificuldades com Carlos Eduardo no lugar de Ganso

ABU DHABI - Após a vitória por 3 a 0 sobre o Irã, amistoso em que a Seleção Brasileira não mostrou a mesma desenvoltura exibida na estreia de Mano Menezes (2 a 0 sobre os Estados Unidos), o técnico admitiu que a ausência do meia Paulo Henrique Ganso causou dificuldades táticas para a equipe.

Para o comandante, o maior problema é que Carlos Eduardo, substituto de Ganso, tem estilo de jogo bem diferente do da revelação santista, que se recupera de grave lesão no joelho e só voltará aos gramados em 2011.

"Você não encontra um outro jogador com a característica do Ganso. Ganso não nasce assim com essa frequência, esperamos bastante tempo para encontrar um. Já muda o jeito da fundação do meio de campo. O Carlos Eduardo é um jogador que sai mais para o lado para armar, o Ganso centraliza muito e tem a calma necessária pra esperar a bola chegar. Queremos organizar esse talento individual para que coletivamente a gente seja mais forte", disse o treinador.

Mano também aproveitou para explicar a troca de Philippe Coutinho por Elias no intervalo da partida. O meia-atacante da Inter de Milão atuou aberto no setor ofensivo e teve atuação abaixo do esperado.

"Tivemos uma mudança tática. A gente estava com uma certa dificuldade de armação, exatamente porque eles (Irã) conseguiram nos distanciar mais do que gostaríamos com esse posicionamento tático. Coutinho e Robinho ficaram muito abertos lá na frente, e o Carlos Eduardo ficou isolado na armação. A mudança foi para colocar mais um jogador por dentro, para ter alguém sempre perto do Pato", afirmou.