Presidente da CBV apoia Seleção e diz: "Mundial começa agora"

Depois de toda a polêmica envolvendo a derrota para a Bulgária, o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, desembarcou em Roma e foi ao treino da Seleção Brasileira na manhã desta segunda-feira, horas antes do duelo contra a República Checa. Bem-humorado durante parte da movimentação, o dirigente apenas mudou sua feição para uma mais séria nos momentos em que conversou particularmente com Giba e depois com o resto do grupo.

Na conversa de mais de 10 minutos com a equipe logo após o treinamento no Ginásio Palalottomatica, apenas Ary Graça falou e os jogadores escutaram atentamente. Em alguns momentos, o que se deu para ouvir foi que o presidente da CBV ressaltou a importância da camisa do Brasil, falando frases como "temos que ganhar" e "nós que somos a Seleção Brasileira". Depois da reunião, Ary falou com a imprensa e apoiou a atitude da Seleção de poupar alguns jogadores no duelo contra a Bulgária, que expôs a equipe às vaias por conta da troca do levantador Bruninho pelo oposto Theo.

"Eu queria dizer o seguinte: o campeonato começa hoje. Esta tabela é um absurdo. O que fizeram (com o campeonato) foi um absurdo. Tenho certeza que os jogadores estão imbuídos para vencer. O vôlei é um esporte profissional, mas eu disse que eles têm que continuar com esses 30% de amadorismo que tem dentro deles. Uma coisa que tem dentro de nós, no nosso coração. Antes, éramos nós que temíamos; hoje, são eles que temem Dante, Murilo, Giba", discursou.

Segundo o presidente da CBV, todos estão contra a Seleção pelo fato de ela já ser a bicampeã mundial. "As coisas estão sendo feitas para o Brasil ficar fora, é natural. Afinal, é o time que todo mundo quer vencer. Mas eu sei que os jogadores não permitirão isso - podem até perder, mas jogarão sério e em busca da vitória. Zerou, agora que é o campeonato", disse.

Ary Graça criticou ainda de forma veemente o regulamento da competição. Segundo ele, o formato não passou pelas mãos dele antes de ser aprovado. O dirigente, porém, preferiu não comentar se o sistema foi feito para beneficiar a Itália, dona da casa, a chegar à semifinal. "Não participei da aprovação deste regulamento. Isto será motivo de uma reunião séria antes do final do ano. É um (regulamento) único no mundo, em nenhuma outra modalida se vê algo parecido. Não posso falar muito sobre este assunto, porque antes preciso entender como é que foi feito este regulamento estapafúrdio", esquivou-se.