Adílson exagera em improvisos e reeencontra fama de inventor

Em Minas Gerais, Adílson Batista ganhou a fama de inventor por alterar repetidamente o posicionamento de jogadores do Cruzeiro. A passagem vitoriosa, porém, minou as críticas e até o apelido de Professor Pardal. No Corinthians, ele mantém a mesma tendência e, pela primeira vez, neste sábado, ouviu gritos de burro, ainda que contidos, das arquibancadas.

Adílson havia colocado em campo Defederico, que até tinha sido pedido por torcedores, mas retirou Alessandro, cansado. Para a função, porém, quem acabou improvisado foi Paulinho. Volante de origem, ele começou a partida atuando como meia e terminou na lateral direita.

"Ele fez ultrapassagens, penetrou e foi bem", avaliou o treinador, que já havia utilizado o atleta nesta função na vitória contra o Grêmio Prudente.

Outra mudança de Adílson Batista foi com Danilo, que chegou a atuar como centroavante nos últimos dois jogos em muitos momentos. "Pedi para ele ficar perto do Iarley. Na quarta, ajeitou uma bola boa, nesse jogo fez parede e tabelou", disse o treinador, que não tinha nenhum atacante alto à disposição.

"Foi por circunstâncias. Não tinha condição de entrar tocando porque eles estavam muito fechados. Às vezes com uma trombada, uma bola raspada sobra para alguém e dá resultado", disse o meia corintiano, que entrou no lugar de Roberto Carlos, contra o Botafogo, e também jogou de lateral esquerdo.

Nos últimos tempos, Adílson posicionou Bruno César, meia de origem, na função de atacante, e ouviu reclamações do atleta. Jorge Henrique, acostumado a atuar na frente ou pelos lados do campo, virou armador. Essa também vem sendo a função de Elias, que com Mano Menezes havia se acostumado a jogar de volante.

A série intensa de jogos também prejudica Adílson, que só repetiu a mesma dupla de zaga em duas das últimas 10 partidas. Para o confronto de sábado com o Ceará, ele poupou William e mais uma vez optou por Thiago Heleno em detrimento de Leandro Castán. Ele negou, porém, que tenha faltado familiaridade para a dupla que jogou neste último jogo.

"Não faltou entrosamento e eles treinam sempre juntos. Não vamos criar coisa que não existe, tem que dar mérito para o centroavante adversário", argumentou o técnico corintiano.

Sobre Thiago Heleno, que falhou algumas vezes na linha do impedimento, o treinador disse que "no Cruzeiro, ele fazia isso, jogava adiantado. Não é que o William tenha feito falta. Em umas jogadas o Thiago foi certo, em outras não".

Confira 9 jogadores improvisados por Adílson no Corinthians

Paulinho (volante) - jogou de meia ou lateral
Danilo (meia) - jogou de lateral e centroavante
Edu (volante) - jogou de lateral esquerdo
Elias (volante) - já havia sido meia e voltou à função
Moacir (lateral) - também voltou à posição antiga: volante
Jucilei (volante) - já jogou de lateral esquerdo
Leandro Castán (zagueiro) - já jogou de lateral esquerdo
Bruno César (meia) - joga agora como atacante ou ponta
Jorge Henrique (atacante) - joga agora como meia