Mundial de Vôlei: Brasil busca liderança contra velhos conhecidos

Equipe de Bernardinho enfrenta a poderosa Cuba

     VERONA - Depois de atropelar a Tunísia e passar com uma certa dificuldade pela equipe da Espanha, a Seleção Brasileira chega nesta segunda-feira no primeiro grande teste dentro do Mundial de Vôlei. Invicta, a equipe de Bernardinho terá pela frente o forte e ainda novo time de Cuba, a partir das 16h (horário de Brasília), em Verona.

Classificadass à segunda fase da competição, já que venceram seus dois jogos até este momento, as duas equipes lutam pela liderança do Grupo B da competição e o passaporte para a cidade de Milão, com uma chave relativamente mais fácil que o segundo colocado. Os adversários desta segunda são velhos conhecidos dos brasileiros. Este ano, as duas equipes se enfrentaram na semifinal da Liga Mundial, com vitória verde e amarela por 3 sets a 1.

Por conhecerem bem o rival, os brasileiros já sabem algumas manhas para neutralizar a seleção cubana. "É um dos times mais impressionantes fisicamente. Eles são incríveis, se você olhar para eles no aquecimento você vê isso. Mas eles são humanos, fazem coisas incríveis, mas são jovens e também cometem erros", disse o técnico Bernardinho.

Os cubanos também esperam o confronto contra o Brasil desde o início do torneio. De acordo com o técnico Orlando Blackwood, as duas partidas anteriores serviram como um aquecimento para este confronto, que ele já sabia que seria decisivo. "Nós jogamos muito melhor contra a Tunísia. Analisamos que podíamos jogar melhor e entramos focados. Mas as partidas contra espanhóis e tunisianos foi boa para chegarmos bem contra o Brasil. O importante é todo mundo bem estar bem contra os brasileiros. Eles tem muita variedade de jogo e temos que estar preparados".

Uma das grandes estrelas do time, o jovem León passou de promessa a um dos grandes nomes da seleção cubana. Uma das principais armas da equipe contra o esquadrão de Bernardinho, León prevê uma partida demorada para esta noite. "Temos que ter um bom descanso e nos prepararmos para uma partida longa".

A ausência do levantador Marlon, que passa por exame hoje para analisar a inflamação intestinal que o tirou da primeira fase, é vista com bons olhos pelos cubanos. "Pode ajudar muito", disse León. "Se eles tiverem só um levantador vai ser melhor para a gente. Mas tudo depende, se ele não jogar bem será mais fácil. Porém, se fizer uma boa partida teremos as mesmas dificuldades de sempre", completou o técnico Orlando Blackwood.