Vôlei: Espanha faz Seleção suar, mas "muralha" brasileira garante vitória

 

O bloqueio, a principal reclamação do técnico Bernardinho na vitória fácil sobre a Tunísia, foi a salvação da Seleção Brasileira para derrotar a Espanha na segunda partida do Mundial de Vôlei, em Verona, neste domingo. Com atuações inspiradas do meio de rede Rodrigão e do ponteiro Dante, a equipe verde e amarela venceu por 3 sets a 1, parciais de 30/28, 21/25, 25/20 e 25/19.

Os espanhóis que já tinham dado muito trabalho a Cuba, sendo derrotados por 3 sets a 2, voltaram a fazer uma bela exibição, principalmente na parte defensiva. Cometendo muitos erros de passe e de ataque, o time brasileiro por diversas vezes tirou do sério Bernardinho, que gritava muito do banco de reservas.

Dúvida para o duelo por conta de uma contusão no tornozelo direito, o oposto Leandro Vissotto começou como titular e foi a grande decepção da partida. Cometendo erros de ataque, às vezes sem bloqueio na frente, ele foi substituído por Theo no segundo set. O reserva fez uma partida mais regular e permaneceu em quadra até o final.

O jogo

O Brasil começou na frente no jogo com um belo bloqueio de Rodrigão, mas permitiu a virada dos espanhóis depois de dois bons saques espanhóis. O jogo se alternou bem até a primeira parada técnica, quando os europeus conseguiram abrir dois pontos de vantagem: 8 a 6. A equipe verde e amarela não conseguia anular as boas jogadas de Ibyn Perez e a Espanha foi para a segunda parada técnica mantendo a vantagem de 16 a 14.

O Brasil conseguiu igualar o jogo em 18 a 18, após uma bola disputada na rede e que gerou reclamações dos espanhóis que queriam um toque de Vissotto. Bernardinho tentou aumentar a rede colocando Theo no lugar de Bruninho durante o saque de Leandro Vissotto, mas não surtiu efeito e a Seleção viu os espanhóis abrirem 22 a 20 em um lance atrapalhado de Bruninho e Lucão.

Em seguida, o treinador brasileiro tentou melhorar a recepção tirando Lucão para a entrada de João Paulo Bravo. Assim como aconteceu com Theo, a alteração no começo não surtiu o efeito esperado e a Espanha abriu 24 a 21. Quando o set já parecia perdido, a Seleção foi buscar a desvantagem e virou em 25 a 24, depois de uma largadinha e um ace de Bruninho, um erro de ataque da Espanha e um belo bloqueio de Murilo.

Com a vantagem inalterada, Bernardinho colocou de volta Lucão no lugar de João Paulo Bravo. E foi através de um bloqueio do meio de rede que saiu o ponto da vitória dos brasileiros no primeiro set, por 30 a 28.

Quem acha que a dificuldade do primeiro set foi suficiente, o que se viu no começo do segundo foi ainda pior. Erros de ataque de Vissotto e de recepção de Murilo irritaram Bernardinho, que não parava de gritar ao ver os espanhóis abrirem 7 a 2 no marcador. Através do bloqueio, a Seleção foi buscar o marcador e a primeira parada técnica marcou 8 a 7 para os espanhóis.

Porém, os europeus novamente voltaram a dominar a partida logo em seguida, fazendo 16 a 13 na segunda parada técnica. Insatisfeito com o desempenho de Vissotto, Bernardinho colocou Theo em seu lugar. Com a entrada do oposto reserva, o Brasil até conseguiu diminuir a desvantagem para 21 a 19, mas em seguida provou do próprio veneno ao ver o bloqueio espanhol funcionar para fechar o set em 25 a 21.

Como já era marca da partida, a Espanha começou melhor o terceiro set e chegou a abrir 9 a 6. Com alguns erros de Bruninho no set, o bloqueio brasileiro voltou a funcionar, neutralizando os ataques espanhóis e facilitando a recepção. Rapidamente, o Brasil empatou a partida em 9 a 9 e depois virou abrindo 13 a 10.

Pela primeira vez desde o meio do primeiro set, a Seleção passou a dominar as situações e conseguiu uma vantagem de cinco pontos (19 a 14) depois de duas jogadas do ponteiro Murilo. A Espanha não conseguiu reagir na parcial e a equipe verde e amarela fechou em 25 a 20.

Com os espanhóis visivelmente cansados pela maratona que viveram desde o jogo contra os cubanos, a Seleção Brasileira pela primeira vez na partida dominou o começo de um set. Com larga vantagem desde o início, a equipe não chegou a ser ameaçada em nenhum momento na parcial e fechou a partida em 3 sets a 1 com uma cravada de Theo.