Iarley esquece mágoas, volta ao Beira-Rio e tenta 1ª vitória

Um dos maiores ídolos da história recente do Internacional, o atacante Iarley retornará domingo, ao Beira-Rio, pela terceira vez desde sua saída. Cerca de dois anos após o adeus, o agora corintiano diz que curou as mágoas por conta da forma conturbada como deixou os colorados e até consegue falar de forma mais racional.

Em 2009, procurado pelo Terra para falar a respeito do centenário do Internacional, Iarley preferiu não dar entrevistas e avisou, via assessoria de imprensa do Goiás, que não se sentia confortável. Em boa fase no Corinthians, ele falou na última sexta-feira sobre a saída conturbada e explicou como será se marcar um gol.

"Tenho carinho pela entidade, mas fiz gol contra eles e comemorei. Agora, se fizer lá, acho que não vou comemorar com tanta euforia. Um dia defendi as cores daquele time, vou comemorar com respeito", admitiu Iarley, que fez nos últimos três jogos do Corinthians.

"A primeira vez que retornei, tive uma recepção, uma ovação e a torcida demonstrou carinho. Essa ansiedade já passou". Em dois retornos ao Beira-Rio, ambos com a camisa do Goiás, ele foi derrotado: em 2008, perdeu por 4 a 0. Em 2009, por 1 a 0.

A origem das mágoas tem explicação objetiva: no ano retrasado, Iarley foi dispensado pelo Internacional, que ainda negociou Fernandão e demitiu o treinador Alexandre Gallo. Para os dirigentes gaúchos, o agora atacante do Corinthians era um dos responsáveis pela crise de vestiário que rondava o Beira-Rio. O único líder do elenco a ficar foi o goleiro Clemer.

"Sempre vou responder isso...na época, saí chateado, porque deixei clube de muitos títulos, amigos, e tudo isso me emociona. Não foi da maneira como eu gostaria de me despedir e tive que sair em seguida", conta Iarley.

Em 3 anos de Internacional, ele disputou 133 jogos e marcou 30 gols. O momento mais importante, porém, foi uma assistência: é toda de Iarley a jogada que Adriano Gabiru manda para as redes e dá o título mundial para os colorados contra o Barcelona, em 2006.