Ausência de Neymar é uma mensagem do que pensamos, diz Mano

 

   RIO - A opção de deixar Neymar fora da lista de convocados para os amistosos entre os dias 6 e 13 de outubro, na Europa, foi explicada pelo técnico Mano Menezes como uma mensagem ao tipo de comportamento que exige dos atletas na nova fase da Seleção Brasileira. Em entrevista concedida no Rio de Janeiro nesta quinta-feira, logo após a divulgação da lista com 23 jogadores, o treinador justificou que a ausência do atacante se deu pelos seguidos casos de indisciplina no Santos, que resultaram na queda de Dorival Júnior. No entanto, minimizou a ausência do craque na relação e disse que espera ver o jogador de volta ao grupo verde e amarelo em breve.

 

"Está bastante clara a linha que estamos tentando de trabalho. Sempre dissemos que o que levar os jogadore à Seleção é aquilo que eles fazem dentro do campo, os últimos momentos nas equipes. Vamos deixar estes problemas fora da Seleção neste momento porque achamos importante, como achamos importante também a mensagem que vamos deixar na prática para que todos tenham bastante claro o que estou pensando para a Seleção Brasileira", disse. Assim como já tinha dito na véspera, Mano destacou a importância de "não levar problemas de clube para a Seleção" e deixou claro que pretende ver Neymar de novo com a camisa verde e amarela quando voltar a ser notícia apenas por seu rendimento dentro de campo. Assim, promete encerrar a polêmica e esperar o retorno da revelação santista. "Não seremos mais realistas do que ninguém, nem mais duros do que ninguém. Todos têm bastante nítido pela mente que o futebol bem jogado nos últimos meses deve ser a marca principal de um jogador talentoso como o Neymar. Se voltar à normalidade e à regra, voltará à Seleção Brasileira", disse.

 

Diante de um "assunto delicado", como já havia classificado ainda antes da entrevista desta quinta, Mano disse que problemas semelhantes ao de Neymar podem acontecer com jovens talentos que alcançam rapidamente o sucesso. "Ela (a rebeldia) se traduz exatamente naquilo que não gostaríamos de ver dentro de campo. Mas também na naturalidade por entender que pode acontecer com um jogador jovem em situações específicas".

 

No entanto, teve cuidado para não se posicionar a favor de um dos lados envolvidos. "Não gosto muito de entrar na análise. Respeito muito a parte interna, mas como técnico da Seleção, sou perguntado e preciso me posicionar. Não posso ficar fugindo de todas as questões, mas tenho o cuidado de não passar do limite, tendo cuidado com os profissionais"