Briatore pode acertar com Ferrari após fim de punição

Ex-diretor da Renault volta a frequentar bastidores da F1 após escândalo e pode assumir Ferrari

ROMA - Um ano depois do escândalo que envolveu seu nome, o de Nelsinho Piquet e o de Fernando Alonso no Grande Prêmio de Cingapura, Flavio Briatore volta a circular nos bastidores da Fórmula 1 e parece estar em alta. Afastado da categoria até 2013, o italiano já tem seu nome especulado para o futuro e pode acertar com a Ferrari, de acordo com informações do site ESPN F1. As recentes visitas do dirigente à sede da equipe em Maranello aumentam os boatos sobre o retorno à Fórmula 1. Nas últimmas semanas, esteve duas vezes em contato direto com representantes da escuderia. Já na semana passada, foi visto no paddock de Monza ao lado do presidente da equipe, Luca di Montezemolo e dos chefes John Elkaan e Sergio Marchionne. Também deu as caras nos boxes do time italiano. As especulações iniciais dão conta que Briatore deve suceder Stefano Domenicalli como chefe da Ferrari, e assim reeditar parceria vitoriosa com o espanhol Fernando Alonso, dupla bicampeã mundial com a Renault. A esperança do dirigente é que a pena seja reduzida junto à FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e que seu retorno à principal categoria do automobilismo seja antecipado. Banido do esporte em primeiro julgamento e depois com pena reduzida, Briatore foi alvo de um escândalo de "marmelada" da Renault, em que teria dado ordens para que o brasileiro Nelsinho Piquet provocasse um acidente no GP de Cingapura, beneficiando seu companheiro de equipe, Fernando Alonso. Questionado sobre o possível retorno, o dirigente desconversa e só fala da felicidade em voltar a frequentar os bastidores da categoria. "É fantástico estar de volta, para ver os amigos e a Itália. A Ferrari está na pole e todo mundo está feliz. Simplesmente maravilhoso", disse no último sábado, se referindo a corrida vencida por Alonso e que terminou com Felipe Massa em terceiro. "Estou me sentindo muito bem e estou feliz com a maneira como as coisas são. Vamos ver o que acontece no futuro", despistou.