Candidato a 'surpresa' no Mundial de basquete, Brasil estreia sábado

Agência AFP

ISTAMBUL - O Brasil surge como o principal candidato a surpresa do Mundial da Turquia de basquete, que começa no próximo sábado com algumas das principais equipes com muitos desfalques.

Tiago Splitter, novo jogador do San Antonio Spurs, e Leandrinho, do Toronto Raptors, são as duas principais figuras da equipe brasileira, que nos últimos dias sofreu uma importante baixa após a lesão de Nenê (Denver Nuggets).

O Brasil integra o grupo B ao lado dos favoritos americanos.

O treinador argentino do Brasil, Rubén Magnano, admitiu que vê a primeira posição praticamente assegurada para os Estados Unidos, o que fará com que a grande disputa dos brasileiros seja pela segunda colocação do grupo contra duas formações da extinta Iugoslávia: Croácia e Eslovênia.

"Um segundo lugar nesse grupo seria ótimo, e até a terceira posição poderia ser interessante, dependendo do que for acontecendo", disse.

Os americanos chegam com um grupo totalmente diferente da equipe que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, com Kevin Durant (Oklahoma City) como principal jogador.

Os croatas estão tentando voltar à elite após as últimas decepções, e para isso contarão com Ante Tomic, Marko Tomas e Zoran Planinic como principais nomes, enquanto os eslovenos chegam ao Mundial após o seu bom resultado obtido há um ano no Eurobasket, quando ficaram na quarta posição.

As duas equipes teoricamente mais fracas da chave serão Irã e Tunísia, duas seleções que estréiam no torneio. Os iranianos confiam em seu 'gigante' Hamed Haddadi, dos Grizzlies de Memphis, melhor jogador do último campeonato asiático.

No grupo A, de onde sairão os adversários dos quatro primeiros do grupo do Brasil, a disputa será travada entre argentinos e sérvios, com alemães e australianos brigando para definir quem ficará em terceiro e em quarto.

Já angolanos e jordanianos precisam de um milgare para se classificar para as oitavas de final.

Os argentinos, que alternaram bons e maus momentos em suas partidas de preparação, não terão a estrela Emanuel Ginóbili. Mas os sul-americanos contarão com importantes jogadores como Luis Scola (Houston Rockets), Carlos Delfino (Milwaukee Bucks), Fabricio Oberto (Washington Wizards) e Andrés Nocioni (Sacramento Kings), recém-recuperado de uma lesão.

"Não temos pressão. Queremos fazer um grande Mundial, conquistar um bom resultado, mas não sabemos o que acontecerá. Nós nos esforçaremos para fazer o melhor possível, disso tenho certeza", comentou Scola sobre as chances da Argentina.

Entre os sérvios o destaque é Milos Teodosic, vice-campeão da Euroliga com o Olympiakos da Grécia.

"A Argentina com certeza será a nossa rival mais dura na primeira fase, nossa partida contra eles será muito difícil", disse o treinador sérvio Dusan Ivkovic.

Já o grupo C é considerado por muitos "o grupo da morte", equilibrado entre quatro equipes: Grécia, Turquia, Rússia e Porto Rico. China e Costa do Marfim não terão muitas chances.

Os anfitriões querem fazer bonito diante de sua apaixonada torcida. Para isso, contarão com dois jogadores da NBA: Hedo Turkoglu e Ersan Ilyasova.

Para apimentar ainda mais o grupo, há uma imensa rivalidade entre turcos e gregos, dentro e fora das quadras.

Os vice-campeões do último Mundial (Japão-2006) serão comandados pelo técnico lituano Jonas Kazlauskas e terão em suas fileiras os experientes Dimitris Diamantidis (Panathinaikos) e Vassilis Spanoulis (Olympiakos).

No grupo D, a Espanha, mesmo desfalcada de Pau Gasol e José Manuel Calderón, deverá ter uma vida tranquila. A maior ameaça é a Lituânia, enquanto França e Canadá devem ocupar as outras duas vagas, deixando o Líbano fora.

A equipe campeã europeia e vice-campeã olímpica é ao lado dos Estados Unidos a grande favorita ao título.

Pau Gasol, bicampeão da liga americana com o Los Angeles Lakers, anunciou há alguns meses que não jogaria na Turquia, mas o adeus de Calderón foi totalmente inesperado; ele sofreu uma contusão na coxa esquerda dura