Perto de conquista, Roth deixa xingamentos de "burro" para trás

Allan Farina e Diego Garcia, JB Online

DA REDAÇ O - Na noite desta quarta-feira (18), no Beira-Rio, Celso Roth tem a oportunidade de abandonar de vez a maldosa pecha de "burro" que recebeu das torcidas dos times que treinou em sua longa carreira. Em caso de conquista da Copa Libertadores com o Internacional, ele pode vencer seu primeiro título de expressão e fixar-se como um dos principais técnicos do futebol brasileiro.

A ausência de troféus trouxe outra má fama a Roth: a de "pé-frio". Por dois anos consecutivos no Brasileiro, Roth formou uma equipe competitiva e bateu na trave para a conquista do título.

"Torço pelo Celso Roth. Foi um treinador que fez um bom trabalho em todos os times em que passou, mas nunca ganhou um titulo de renome. Isso vai ser bom para ele se afirmar como um bom treinador do futebol brasileiro. Ele merece, é um cara trabalhador", afirma Valdomiro, ídolo do Inter.

Roth iniciou sua carreira como preparador físico no Juventude, clube no qual atuou como jogador entre 1975 e 1978. Sua primeira experiência como treinador foi no Kuwait, comandando o Al Qadsia, em 1988.

Após bons resultados em equipes gaúchas de menor expressão, foi contratado pelo Internacional em 1996. Em sua primeira passagem pela equipe colorada, venceu um Campeonato Gaúcho (em 1997) e alcançou a fase semifinal do Campeonato Brasileiro no mesmo ano. Desde então, Roth rodou por times de sete Estados diferentes, entre eles Grêmio, Santos, Palmeiras, Vasco e Vitória, sem conquistar títulos de expressão nacional.

Em 2008, liderou o torneio por várias rodadas com o Grêmio, mas permitiu a arrancada do São Paulo. No ano seguinte, pelo Atlético-MG, também figurou entre as principais equipes, mas não conseguiu nem uma vaga para a Copa Libertadores.

Em 2010, foi contratado pelo Vasco da Gama, mas deixou a equipe carioca quando teve proposta do Inter durante a parada para a Copa do Mundo. A equipe gaúcha, classificada à semifinal da Copa Libertadores, demitiu o então treinador Jorge Fossati, e apostou no experiente Roth.

O técnico preservou a base deixada pelo treinador uruguaio, mas deu mais espaço a Tinga e ao talismã Giuliano, autor de três gols na fase de mata-mata na Libertadores. Além disso, tem a sua disposição os reforços de Rafael Sóbis e Tinga. Na finalíssima da Libertadores, contra o Chivas, o Inter precisa apenas de um empate para garantir o bicampeonato do torneio. E é tudo que Roth necessita para eternizar sua carreira.