Hotel do Brasil ganha segurança contra roubo de funcionários

Portal Terra

JOHANNESBURGO - O Comitê Organizador da Copa do Mundo da África do Sul resolveu adotar medidas drásticas para evitar ou minimizar roubos nos hotéis e campos de treino das 32 seleções. Todos as bases dos times, inclusive a da Seleção Brasileira, vão rastrear e cadastrar funcionários e prestadores de serviços e controlar entradas e saídas do trabalho.

A segurança dos hotéis está sob suspeita desde a semana passada, quando a polícia prendeu duas funcionárias do hotel em que a seleção da Colômbia se hospedou para realizar o amistoso contra a anfitriã África do Sul, em Johannesburgo. Ambas foram consideradas culpadas de roubar US$ 2.743 (cerca de R$ 5.016) da delegação sul-americana.

O dinheiro foi levado dos quartos antes do amistoso de quinta-feira, enquanto os jogadores colombianos estavam fora do hotel Hyde Park Southern Sun, treinando.

A África do Sul tem uma alta taxa de criminalidade, incluindo uma média de 50 assassinatos por dia. Em junho passado, na disputa da Copa das Confederações, os jogadores do Egito também foram vítimas de roubo nos quartos em que estavam hospedados na África do Sul.

O novo processo é liderado pela Agência de Segurança Nacional da África do Sul. O Fairway Hotel & Spa, local de concentração do Brasil, já teve a segurança aprimorada, segundo Leon Bosch, diretor de Operações e Marketing da rede Guvon de Hotéis.

"A segurança do Brasil tem quatro frentes: da Fifa, da Força de Segurança Sul-Africana, do hotel e da própria Seleção. E já iniciamos um processo de cadastramento e rastreamento de funcionários", afirmou Bosch ao jornal The Star.

O Irene Country Lodge, local de concentração do time dos Estados Unidos, tera a segurança comandada diretamente pela embaixada dos EUA no país.