Terroristas preocupam sul-africanos; porta-voz põe "panos quentes"

Celso Paiva, JB Online

JOHANNESBURGO - Os principais jornais sul-africanos trouxeram nesta quarta-feira um ar de preocupação com a informação sobre o plano terrorista que o grupo Al Qaeda pretendia pôr em ação durante a Copa do Mundo. O jornal The Star trouxe em sua manchete o título "Alvo: Soccer City".

O periódico traz as informações sobre o depoimento do militante da Al Qaeda Abdullah Azam Saleh al-Qahtani, que estava radicado no Iraque ajudando no plano. De acordo com al-Qahtani, a ideia era promover um ataque contra os times da Holanda e Dinamarca, que jogarão no Estádio Soccer City, no dia 14 de junho.

Se não conseguissem acesso ao time, a intenção dos terroristas seria atingir os torcedores das duas equipes em represália a insultos feitos pelos dois países contra o profeta Muhammad. O The Citizen, outro jornal de Johannesburgo, trouxe uma notícia preocupante.

De acordo com o diário, a polícia sul-africana está "no escuro" durante as investigações a respeito do suposto ataque terrorista. Membros da segurança nacional admitiram ao jornal de que a polícia iraquiana, que prendeu Abdullah Azam Saleh al-Qahtani, não entrou em contato e que não sabiam nenhuma informação sobre o assunto.

Em entrevista ao Terra, o porta-voz do Comitê Organizador da Copa do Mundo 2010, Rich Mkhondo, tratou de colocar panos quentes sobre o caso. "Como nosso ministro da segurança já informou, não tememos nenhum ataque terrorista. Estamos preparados para qualquer situação e todos torcedores podem vir tranquilos à África do Sul".

Há dois dias, a polícia sul-africana demonstrou para o público como serão suas ações em possíveis atentados em Johannesburgo em uma exibição no bairro de Sandton. Com carros gigantes e diversos policiais simulando defesa à possíveis ataques, o evento teve mais cara de espetáculo do que uma representação do que aconteceria na realidade.