Vistoria detecta pontos cegos como maior problema da Arena

Portal Terra

CURITIBA - A Arena da Baixada também terá problemas para se adequar às normas exigidas pela FIFA. Em vistoria realizada nesta sexta-feira, a comitiva da entidade observou no estádio falhas de visibilidade para torcida e patrocinadores.

O grupo, formado por três arquitetos e liderado por Carlos de la Corte, observou que há alguns setores da Arena onde o torcedor não consegue ver todo o campo, configurando os chamados "pontos cegos". A comitiva entendeu também que a estrutura do estádio é prejudicial para exposição de placas e outras ações publicitárias.

Ciente das modificações a serem feitas, a organização tem 15 dias para enviar à FIFA um novo projeto se adequando às novas normas. "A Copa é um evento 100% comercial e eles (FIFA) tem uma preocupação de que a arena esteja preparada para receber os grandes parceiros da FIFA", disse Luiz de Carvalho, gestor para assuntos da Copa do Mundo em Curitiba.

Impasse

Se o estádio de Curitiba está em melhores condições do que de outros capitais, a organização sabe que precisará investir muito para ser aprovado. A FIFA estipula que os custos das obras sejam de R$ 138 milhões, mas o Atlético-PR está disposto a gastar 30 milhões.

Como é um estádio particular, a Arena não pode receber investimentos do poder público, ao mesmo tempo em que o Atlético não está disposto a abrir uma linha de crédito, para não contrair dívidas altas.

Por isso, a diretoria do clube formou um grupo com os governos municipal e estadual para buscar investidores dispostos a bancar as reformas do estádio que, mesmo sem poder investir, interessa ao poder público local. "Não há preocupação. Estamos trabalhando em sintonia para que nos proximos dias esse impasse seja resolvido", falou Carvalho.