Nas finais da NBA, Varejão agradece homenagem de Fred

Tiago Leite, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Enquanto se concentra para a primeira fase dos playoffs da NBA, o ala Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, não deixa de lado a paixão por outra bola menor e mais leve. Dos Estados Unidos, o brasileiro tem acompanhado o que acontece pelos gramados do mundo e ficou feliz com a homenagem feita pelo atacante Fred, do Fluminense. Ao marcar um gol na noite de quinta-feira, o artilheiro tricolor comemorou usando a peruca de Varejão, repetindo o gesto da torcida dos Cavs, durante os jogos no ginásio Quicken Loans Arena.

Soube da homenagem após a partida que fizemos contra o Chicago e foi muito bacana, não esperava por isso. Admiro muito o Fred e sou amigo do goleiro Ricardo Berna. Quando for ao Brasil quero ir nas Laranjeiras dar um abraço neles disse o ala.

Como todo garoto brasileiro, Varejão revela que, quando mais jovem, chegou a trocar as mãos pelos pés.

Até que não fazia feio, tinha alguma habilidade. Mas não parei de crescer, fiquei muito grande, e aí ficou um pouco complicado. Depois eu acabei me apaixonando pelo basquete e não saí mais das quadras. Mas amo futebol, como qualquer brasileiro.

O ala do Cleveland fala de suas expectativas para a Copa do Mundo.

Vou assistir à Copa em casa, com meus amigos e a minha família. Acho que o Brasil é sempre favorito. Este ano chegamos muito bem, pelas vitórias contra seleções fortes e pela maneira como a equipe está jogando. Dunga está de parabéns.

Mais um dentre os 190 milhões "treinadores" da Seleção, Varejão dá seus pitacos no time e diz que levaria Ronaldinho Gaúcho e Neymar.

Sou suspeito para falar do Gaúcho. Ele é muito meu amigo, jogamos na mesma época em Barcelona e sei de sua entrega e do quanto ele gosta de jogar pelo Brasil. Claro que o levaria disse Varejão. Tenho visto o povo pedindo o Neymar, que é um fenômeno, um craque, e eu vou engrossar esse coro.

O futebol é uma das saídas de Varejão para amenizar a desgastante temporada da NBA, que está em momento de definição. O ala volta à quadra neste sábado para o quarto jogo contra o Chicago Bulls. Os Cavs lideram a série melhor-de-sete por 2 a 1.

Não sobra muito tempo para outras coisas que não treinar, viajar e jogar. Sou um cara muito caseiro, mas gosto de sair para jantar, encontrar com os amigos, tento me distrair um pouco, parar de pensar e falar em basquete por algumas horas, mas é algo praticamente impossível.

Na reta final da Liga a pressão aumenta, e maior preocupação do brasileiro é com o aspecto psicológico, que pesa muito nos momentos de decisão.

O cansaço físico é algo controlado, algo mais fácil de recuperar. O cansaço mental não, é algo que vem acumulando ao longo do ano e que se agrava em jogos complicados, nas séries de playoffs, e isso é um dos grandes adversários dos jogadores.