José Aldo defende sábado o cinturão até 66 kg no WEC

Fernanda Prates, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Se "os melhores perfumes vêm nas menores embalagens", a prova viva é o lutador José Aldo, que defende sábado, às 23h, o cinturão dos pesos penas do World Extreme Cagefighting (WEC) evento da mesma empresa do UFC contra o americano Urijah Faber. Apesar dos discretos 1,71m de altura e 66 kg, o brasileiro mantém um nada modesto histórico de 16 vitórias e apenas uma derrota em toda sua carreira no MMA, e vem como favorito para o combate contra o americano especialista em wrestling. Devidamente treinado, o lutador evita polêmicas sobre o adversário, e declara apenas que está pronto.

Será um bom combate. Agora, tudo já foi treinado, e é só bater o peso.

Apesar do americano Urijah também manter um histórico invejável, com 23 vitórias e apenas três derrotas no MMA, Aldo ainda vem com favoritismo para o combate de sábado. Além de vitórias, o manauara acumula algumas honras na bagagem, tendo sido eleito melhor lutador de 2009 por diversos veículos especializados, como o site sherdog.com, um dos maiores de MMA. Apesar de realizado, Aldo mantém os pés no chão

Isso significa um ano de trabalho realizado, um sonho para qualquer lutador que trabalhou duro para chegar onde estou. Não foi fácil, mas fico muito feliz com esse reconhecimento.

Para muitos, Aldo está para o WEC assim como o campeão dos médios Anderson 'Spider' Silva está para o UFC. A comparação a Anderson, considerado um dos melhores lutadores de todos os tempos, vieram de todos os lados, inclusive do próprio campeão dos médios, que declarou achar Aldo ainda melhor que ele. Apesar de lisonjeado, o peso pena rechaça as comparações e por enquanto não pensa em talvez subir de peso para enfrentar o campeão.

Não sou melhor que Anderson Silva, mas fico muito feliz pelas declarações dele. Falta muito para eu chegar onde ele está. Para chegar na categoria dele, tenho que comer muito feijão. Cada macaco no seu galho. Deixa ele lá, que está dando show, e eu aqui na minha brinca o campeão.

A dominância do brasileiro levou a várias especulações a respeito de sua saída do WEC para o UFC - "primo mais velho" do campeonato. Devido às suas performances dominantes, o público já pede que o peso pena suba de categoria para subir no octógono do UFC. Aldo, no entanto, prefere viver seu momento no WEC.

No momento meu desejo é ficar na minha categoria, defender o cinturão e depois vamos ver o que vai acontecer.

Além das boas perspectivas, Aldo vê mais motivos para comemorar, inclusive o crescimento do MMA no Brasil, que ele vê com bons olhos.

No Brasil, o esporte ainda está caminhando devagar, falta patrocínio para os atletas e eventos, divulgação da mídia mostrando que o esporte tem regras, organização e toda uma estrutura. Mas creio que isso vai mudar e, em pouco tempo, vai dar um salto como está sendo nos Estados Unidos, na Europa e no Japão.